quarta, 4 de março de 2026

Agiota é preso suspeito de extorsão e ligação com suicídios

A Polícia Civil prendeu na terça-feira (8) um agiota suspeito de oferecer empréstimos com juros abusivos, que podiam chegar a 100% ao mês. O homem é investigado por uma série de ameaças, coerção e extorsão de vítimas, e seu nome é associado a dois casos de suicídio.

Segundo o delegado Tiago Mota Tavares da Silva, responsável pelo caso, as investigações apontaram que, após conceder os empréstimos, o agiota utilizava armas e comparsas para intimidar as vítimas. Ele invadia as residências para pegar cartões bancários — incluindo de aposentadoria, Bolsa Família, salários e poupança — junto com suas senhas. Com os cartões, o suspeito realizava saques e retirava o dinheiro das vítimas até que as dívidas fossem consideradas quitadas.

Entre as vítimas está um aposentado de 59 anos que, após contrair um empréstimo, teve toda a sua aposentadoria e o décimo terceiro salário integralmente apropriados pelo suspeito. A polícia constatou que o aposentado cometeu suicídio no mesmo dia em que teve seu cartão devolvido e percebeu que todos os valores haviam sido retirados de sua conta bancária.

A investigação da Polícia Civil apura também o possível envolvimento do agiota em outro caso de suicídio, referente a um jovem que, após contrair dívidas decorrentes de jogos de aposta, recorreu ao casal de agiotas para obter empréstimos.

Além desses episódios, o delegado informou que há diversos relatos de famílias que afirmam terem sido vítimas de ameaças, extorsões e outros constrangimentos ilegais praticados pelos investigados. A polícia identificou dezenas de contas bancárias abertas em nome dos suspeitos, tanto em instituições financeiras físicas quanto digitais.

Homem Condenado por Estupro de Sobrinha é Preso em Rio Preto

A Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) prendeu um homem condenado a 19 anos de prisão em regime fechado, acusado de estuprar a sobrinha de 14 anos. O mandado de prisão havia sido expedido em dezembro de 2024. O crime ocorreu no Paraná.

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