A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou a influenciadora Ana Paula Minerato pelo crime de racismo após ofensas dirigidas à cantora Ananda, do grupo Melanina Carioca, em áudios vazados em novembro de 2024. Nas mensagens, a artista foi chamada de “mina do cabelo duro” e “neguinha”.
A delegada Rita Salim, da Delegacia de Crimes Raciais (Decradi), afirmou que os termos reforçam estereótipos racistas e encaminhou o caso ao Ministério Público.
Minerato reconheceu a autoria dos áudios, mas alegou que as falas foram “tiradas de contexto” e gravadas sem consentimento por um ex-companheiro. As repercussões foram imediatas: a influenciadora foi desligada da escola de samba Gaviões da Fiel e demitida da Band após nove anos, onde apresentava o “Estação Band FM”.
O caso também chegou ao MP-SP a pedido da deputada Érika Hilton (PSOL), mas foi arquivado por “falta de provas”. No Rio, a investigação seguiu após análise das mensagens, consideradas ofensas raciais pela Decradi. “O teor dos áudios configura racismo, independentemente do contexto”, destacou a delegada.
