Andrés Sanchez acionou neste sábado, durante evento em pról da doação de sangue, no estádio do Corinthians, sua “metralhadora” de declarações polêmicas. Entre vários assuntos, o ex-presidente alvinegro comentou a mais recente controvérsia envolvendo a diretoria do rival São Paulo.
Nesta semana, descobriu-se que o presidente tricolor, Carlos Miguel Aidar, assinou um contrato para pagar à sua namorada 20% de comissão por negócios trazidos por ela para o clube.
“Quando falei há três anos ninguém acreditava. Calma, que vem mais coisa ainda”, disse Andrés, citando Aidar e o ex-presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, antigos aliados e hoje desafetos. “Vem mais coisa – De ambas as partes, eles se merecem, né? No Corinthians, estaríamos todos presos, mas lá tudo pode, é normal.”
Andrés, eleito deputado federal em 2014 pelo PT-SP, segue bastante envolvido com o dia a dia do Corinthians. O agora político revelou ter sido convidado por Roberto de Andrade, candidato que apoia na eleição de fevereiro à presidência do clube, para ser diretor de futebol a partir do ano que vem. Ele não respondeu se aceitará.
Criticado por Luiz Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente de marketing do Corinthians, por influenciar os rumos do clube, o eterno cartola comentou: “Interfiro naquilo que me cabe, se tenho hoje um poder no clube, é porque fiz por merecer. A declaração – É um direito dele, Rosemberg é um grande amigo.”
Andrés Sanchez segue participando também dos cuidados com o estádio corintiano.
“Faz uma semana, começamos a aprofundar venda de camarotes e cadeiras. Estamos atrasados porque na Copa tinha muita coisa que não eram necessária pro Corinthians. Até fevereiro ou março, vai estar 98% pronto. O grande desafio é fazer evento todo dia aqui, namming right estamos há dois anos atrasado, é complicado, a situação econômica mundial não está ajudando, mas esperamos nos próximos dois meses fechar. Estão terminando lanchonetes, restaurantes, está ficando com a cara da Corinthians. Está terminando tudo, talvez não na velocidade que queríamos.”
Os meandros do futebol ele analisa à distância. Diferentemente de 2011, quando em sua gestão o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores pelo Tolima, em 2015, quando o time voltará a disputar a fase preliminar do torneio, o deputado acredita que o final será diferente. Passando para os grupos, o Alvinegro enfrentará Danúbio, São Paulo e San Lorenzo e segundo ele, será azarão.
“Tem que ganhar, o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, dizem. O Corinthians é zebra no grupo, tem um papa Libertadores, que é o são Paulo, que ganhou tudo, o San Lorenzo, atual campeão. Vamos humildemente, quietinhos, tentar classificar.”
Andrés apoiou a contratação do treinador Tite, mas não aprovou a saída de Mano Menezes, apesar de ter supostamente pedido a demissão do técnico ao longo do ano. Mano, aliás, insinuou em sua despedida que Sanchez teria sido um dos responsáveis pelo clube não renovar seu contrato.
“Futebol tá cheio de traíra, o que mais tem é trairagem. Um dia eu sou traído, às vezes ele – Mano. O que disse na época era que ou renova, ou tira, não pode ficar na indefinição que ficou naqueles quatro meses. Mas, pra mim, dos dez ou 12 maiores treinadores, um é um pouco melhor que outro, mas taticamente eles sabem igual.”
