Após semanas de quedas que animaram os donos de carros flex, o preço do álcool voltou a subir.
Na capital paulista, por exemplo, postos que chegaram a cobrar quase dois reais pelo litro do combustível, haviam baixado a pedida para a casa de um e 30, em março, e agora reajustaram novamente para até um e 50.
Fora os estabelecimentos que não têm álcool para fornecer ao motorista.
Nos últimos dias, o aumento registrado na cidade passou de 15 por cento e diversas outras regiões do País vivem momentos parecidos.
A União da Indústria da Cana, a UNICA, informa que que não falta etanol para vender, nas usinas, e que não tem nenhuma relação com os aumentos dos preços.
A entidade acredita que a nova alta possa ter sido causada porque os postos, ou quem repassa o combustível para eles, estão comprando menos, talvez pelo fato de o preço baixo não ser tão vantajoso, na hora de vender.
Já o Cepea, órgão de estudos econômicos, diz que os valores podem ter subido por conta das chuvas, que prejudicaram a moagem de cana, e pelo aumento da demanda, já que, com o álcool mais barato, muita gente que abastecia com gasolina passou a dar preferência ao etanol.
