domingo, 1 de março de 2026

Feminicídio: Ato por Tainara abre mobilização nacional pelo Dia da Mulher

Um ato público no domingo (1º) na Marginal Tietê, Zona Norte de São Paulo, dará início às mobilizações pelo Dia Internacional das Mulheres. O evento homenageia Tainara Souza Santos, 31…
Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um ato público no domingo (1º) na Marginal Tietê, Zona Norte de São Paulo, dará início às mobilizações pelo Dia Internacional das Mulheres. O evento homenageia Tainara Souza Santos, 31 anos, morta após ser atropelada e arrastada pelo ex-companheiro em novembro passado. Organizado pelo Ministério das Mulheres, o local escolhido marca o crime brutal que culminou no falecimento da jovem na véspera do Natal, com o agressor respondendo por feminicídio.

Homenagem e Conscientização Nacional

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, anunciou o ato em entrevista, destacando que a iniciativa transcende a memória de Tainara. Ela serve como um chamado à solidariedade e à conscientização nacional contra o feminicídio, conclamando parlamentares, gestores públicos, o sistema de Justiça, a sociedade e a mídia a se unirem no enfrentamento a este desafio.

O evento contará com intervenções artísticas de grafiteiras em muros de prédios locais, além da instalação de um mastro com mensagens antifeminicídio. Um trio elétrico acompanhará o trajeto, com a presença da família da vítima e de movimentos sociais, reforçando o simbolismo da mobilização.

Fortalecimento do Pacto Contra o Feminicídio

Márcia Lopes informou que 19 estados já aderiram ao Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio. A ministra planeja visitar as localidades que ainda não formalizaram o compromisso em março. Ela ressaltou a importância da integração e padronização das políticas entre União, estados e municípios para a prevenção do feminicídio, que define como o assassinato de mulheres por discriminação ou menosprezo à sua condição de gênero.

Estruturação de Políticas Públicas

A implementação de um Sistema Nacional de Política para as Mulheres é crucial, segundo a ministra. Tal sistema exige órgãos gestores e conselhos atuantes, além de uma rede de serviços amplamente conhecida e confiável pela população. É fundamental garantir sigilo e confiança para encorajar denúncias, demandando formação e profissionalismo das forças policiais e demais agentes.

Dados recentes indicam que o Brasil registrou um recorde de 1.518 vítimas de feminicídio, uma média de quatro mortes diárias, sublinhando a urgência das medidas.

Prevenção e Combate à Violência de Gênero

Educação como Ferramenta Preventiva

O Ministério da Educação (MEC) regulamentará em março o projeto 'Maria da Penha vai à Escola'. A iniciativa visa educar estudantes e profissionais sobre a prevenção da violência doméstica e familiar. A ministra enfatizou a necessidade de ensinar igualdade de gênero desde cedo para construir uma sociedade equitativa e combater a banalização da inferiorização feminina.

Esporte e o Respeito às Mulheres

Márcia Lopes repudiou as declarações do zagueiro Gustavo Marques (Red Bull Bragantino) contra a árbitra Daiane Muniz, classificando-as como 'violência de gênero e machismo inadmissível'. Ela reiterou que mulheres não precisam provar sua capacidade em qualquer setor.

Sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a ministra destacou a parceria do ministério com a CBF e outras instituições. O objetivo é assegurar que o evento seja um marco de mobilização e respeito às mulheres no esporte, promovendo um ambiente saudável e livre de crimes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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