segunda, 2 de março de 2026

Brumadinho: Justiça Federal inicia audiências sobre tragédia da barragem

A Justiça Federal de Minas Gerais iniciou nesta segunda-feira (23) as audiências de instrução e julgamento referentes ao rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O processo…
Foto: © Arquivo/REUTERS/Washington Alves/Direitos Reservados

A Justiça Federal de Minas Gerais iniciou nesta segunda-feira (23) as audiências de instrução e julgamento referentes ao rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O processo investiga 17 réus por crimes ambientais e 272 homicídios decorrentes da tragédia-crime de 2019.

O Julgamento em Andamento

A ação penal tem como réus a Vale S.A., a multinacional TÜV SÜD e dezesseis ex-executivos de ambas as empresas. As sessões visam colher depoimentos de réus e testemunhas, além de aprofundar a produção de provas sobre possíveis falhas nos sistemas de segurança e condutas negligentes que teriam levado ao colapso. Pontos centrais incluem a verificação de responsabilidades técnicas, decisões administrativas e as medidas de segurança adotadas antes do desastre.

Cronograma Processual

Esta fase de instrução e julgamento está prevista para ocorrer em 76 sessões, estendendo-se até 17 de maio de 2027. Os trabalhos serão realizados às segundas e sextas-feiras, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.

A Tragédia e Seus Impactos

O desastre ocorreu em 25 de janeiro de 2019, quando a barragem de rejeitos B-I se rompeu, liberando cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lama. O evento resultou em 272 mortes confirmadas, destruição ambiental em larga escala e a contaminação do Rio Paraopeba.

Os impactos ambientais e socioeconômicos se estenderam por centenas de quilômetros, afetando vegetação, fauna e cursos d'água em mais de 20 municípios. Os danos extrapolaram a bacia do Paraopeba, alcançando a Região Metropolitana de Belo Horizonte e gerando reflexos em todo o estado de Minas Gerais.

A Estrutura Colapsada

A barragem B-I, construída em 1976 e adquirida pela Vale em 2001, tinha 86 metros de altura e 720 metros de comprimento. Destinava-se à disposição de rejeitos do beneficiamento a úmido de minério de ferro, ocupando uma área de aproximadamente 250 mil metros quadrados. À época da tragédia, a empresa alegava que a barragem estava inativa e em fase de descaracterização.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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