quinta, 12 de março de 2026

Casal vai a júri popular em Rio Preto acusado de matar personal trainer com mais de 30 facadas

O casal Joel Fernandes Santos e Sidileide Normanha da Paixão Santos será julgado por júri popular nesta terça-feira (30), em São José do Rio Preto, sob acusação de ter assassinado a personal trainer Andressa Serantoni Zacaron em agosto de 2020. A vítima foi esfaqueada mais de 30 vezes no pescoço, tórax, coxas, braços e mãos.

O Ministério Público (MP) denunciou os réus por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, crueldade e recurso que dificultou a defesa da vítima), além de tentativa de homicídio contra um vizinho que tentou ajudar Andressa.

O crime teria sido motivado por filmagem

Segundo a denúncia do MP, o crime teria começado após um desentendimento. Andressa estava na casa da mãe para alimentar o cachorro, quando Sidileide, que tinha o costume de filmar vizinhos sem autorização, começou a filmá-la.

Ao ser questionada, Sidileide teria agarrado a vítima e dito ao marido, Joel, para buscar uma faca. Joel pegou duas facas no carro, entregou uma à esposa e, juntos, eles passaram a esfaquear Andressa, que morreu no local. Um vizinho que tentou intervir também foi atacado pelo casal.

O casal foi preso em flagrante no dia do crime por policiais militares que pularam o muro da residência deles.

Acusada é considerada inimputável

O caso tem um aspecto complexo devido à saúde mental dos réus, que estão presos preventivamente.

  • Sidileide foi diagnosticada com transtorno delirante orgânico e transtorno psicótico, sendo considerada inimputável — incapaz de responder criminalmente devido à doença. No entanto, o juiz manteve o júri, citando provas e a confissão. O laudo sugere que Sidileide deve ser submetida a tratamento psiquiátrico compulsório e internação.
  • Joel sofre de Folie a Deux (transtorno delirante induzido), o que significa que ele compartilha dos delírios psicóticos da esposa apenas na presença dela. Segundo o laudo, ele tinha capacidade de entender o caráter ilícito do crime.

Apesar dos diagnósticos psiquiátricos, o juiz Luis Guilherme Pião considerou que há elementos suficientes para levar o casal a julgamento.

Notícias relacionadas