Em sua coluna de estreia na revista Playboy, Claudia Ohana decidiu falar sobre um assunto que até hoje a incomodava: a polêmica em torno de seus pelos pubianos quando estampou a capa da publicação masculina em 1985. Na época, ela optou por posar nua sem se depilar.
A atriz, que hoje tem 54 anos, reclama que ficou estereotipada e ressalta que muitas pessoas se lembram até hoje do ensaio apenas por conta do excesso de pelos. “Há exatos 33 anos que, quando se fala em Claudia Ohana, a primeira imagem que vem à cabeça das pessoas é a de pelos, muitos pelos, pelos pra caramba!…Fui estereotipada”, desabafou.
No artigo, Claudia fez questão ainda de esclarecer que, naquele tempo, a depilação não era tão utilizada pelas mulheres e que a polêmica em torno disso chamou mais a atenção do que seu próprio corpo.
“Minha Playboy não foi um sucesso porque as fotos eram lindas nem porque meu corpo era incrível, mas por causa dos meus pelos! (…) Foram eles, sim, meus pelos pubianos, que despertaram para a fama tão precocemente”, afirmou.
E o desabafo não parou por aí. “As mulheres foram se depilando cada vez mais, e a referência de não se depilar ficou toda nas minhas costas, ou melhor, na minha pepeca. Até hoje me pergunto por que será que só eu eu fiquei com o estereótipo de mulher peluda. Na época, outras atrizes que posaram nuas também tinham pelos, e bastante, mas sobrou para mim esse rótulo”.
Na tentativa de acabar com a polêmica, Claudia contou que decidiu posar pela segunda vez, três anos depois, para a mesma publicação. No entanto, O tiro saiu pelo culatra, o novo ensaio só fez o assunto voltar à tona, explicou ela: “Mera ilusão. Parece que só lembraram ainda mais dessa história. O que eu sei é que Ohana virou quase que um adjetivo e sinônimo de quem não se depila”.
Para finalizar, a atriz pediu que as piadas sobre seus pelos acabem e fez questão de sanar qualquer dúvida à respeito salientando que hoje ela se depila.
Não, não parei no tempo. As decisões que tomo sobre o meu corpo dizem respeito só a mim. E sem mais piadas! Por isso, peço que parem com essa apropriação do pentelho alheio. Não tome para vocês o que é meu. E tenho dito!. Nos dias de hoje, preciso confessar que, se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, digo ao povo que depilo!.
