A campanha impressiona: seis vitórias em seis jogos, 14 gols marcados e apenas um sofrido. Mas, para quem esperava que a seleção brasileira voltasse a “gostar da bola” com Dunga, não há motivos para comemorar.
Com os números da Footstats, o ESPN.com.br comparaou as estatísticas dos jogos da seleção sob o comando do atual treinador e de seu antecessor, Luiz Felipe Scolari (a segunda passagem do treinador, entre 2013 e 2014). Para evitar distorções, foram compilados só amistosos (Dunga ainda não disputou partidas oficiais) e ignorados dois jogos que Felipão contou apenas com atletas que atuam no Brasil.
Os números mostram claramente a aposta de Dunga no contraataque, com seu time ficando menos com a bola, trocando menos passes e derrubando o número de dribles.
Com Felipão, o Brasil, nos amistosos, ficava em média 18,07 minutos com a bola no pé. Com Dunga, esse número caiu mais de três minutos, chegando na marca de 14,57 minutos.
Mesmo depois de duas Copas do Mundo serem ganhas por seleções que priorizavam o toque de bola (Espanha e Alemanha), o Brasil de Dunga cortou ainda mais o número de passes. Com seu antecessor, eram, em média, 473 passes por jogo. Agora, só 444.
Pior aconteceu nas fintas. Montando um time que tem como premissa básica recuperar a bola e partir para o ataque com rápida trocas de bola, Dunga cortou praticamente pela metade o número de dribles. Com Felipão, eram 22 por jogo. Com ele, só 13.
Atuando dessa forma, o Brasil precisa contar com um bom aproveitamento nas chances criadas, já que o número de finalizações, básico para quem fica menos com a bola, caiu. om Dunga, a seleção tem, na média, 11,7 conclusões por partida, contra 16,3 nos amistosos em que Felipão era o comandante.
