Cerca de 3,3 mil residências foram visitadas nesta semana, entre segunda e quinta-feira (17/10), pelas equipes de combate à dengue de Votuporanga. O trabalho de remoção de criadouro do mosquito Aedes Aegpty e de orientação sobre a doença foi realizado por agentes da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) e do Secez (Setor de Controle de Endemias e Zoonoses). A região visitada foi do Bairro Pozzobom, próximo à avenida Jerônimo Figueira da Costa até o final do bairro Colinas e nas ruas e proximidades da Agenor Sagres e Antônio Serafim de Queiroz.
Na região onde as equipes passaram, cerca de 1 mil casas estavam fechadas. Isso significa que 45% das residências não foram vistoriadas pelas equipes por não possuírem moradores. Portanto, na próxima semana os agentes refarão o trajeto buscando atuar dentro dessas casas. “O número de residências fechadas é alto mesmo com o amplo trabalho de divulgação que fazemos na região avisando sobre a chegada dos agentes. Esse trabalho é muito importante, mas sem a colaboração da população não atinge seu objetivo total”, comenta o responsável pela Sucen no município Nestor Cyriaco da Silva Júnior.
Ele destaca ainda que o descaso da população é o maior problema que as equipes constataram para o combate efetivo da dengue. “Fazemos um trabalho educativo e de conscientização, mas das 2,3 mil casas visitadas quase em 90% delas tivemos que fazer algum tipo de intervenção. Isto significa que a população ainda não está mantendo a limpeza de suas casas e quintais para se precaver contra a dengue”, esclarece.
A região recebeu cinco varreduras desde o início do ano e mais o trabalho especial feito pela equipe da Sucen que esteve em Votuporanga no mês de junho aplicando produtos dedetizadores. O balanço desses trabalhos comprova a falta de colaboração dos moradores. “Mesmo com todas essas varreduras, retiramos nesta semana 1,3 mil criadouros, o que significa um número alto. Além disso, tivemos que aplicar produtos alternativos nestas casas”, reforça Júnior.
Também receberam visitas os pontos considerados estratégicos, como oficinas mecânicas, borracharias, entre outros comércios e os locais que recebem grande quantidade de pessoas, mas com pequenos recipientes de criadouros, como escolas, hospitais e outras instituições.
Esta sexta-feira (19/10) é o último dia da varredura. Na próxima semana sairá o balanço completo da operação.
