domingo, 1 de março de 2026

Defesa de vice-prefeito de Rio Preto pede anulação de relatório policial que usou IA

Foto: Reprodução/TV Globo

A defesa de Fábio Marcondes, vice-prefeito de São José do Rio Preto, entrou com um pedido para anular o relatório policial que o indiciou por, supostamente, chamar um segurança do Palmeiras de “macaco”. O documento, que usou inteligência artificial (IA) para analisar o vídeo do ocorrido, foi contestado nesta sexta-feira (8) pelo advogado do político.

O advogado Edlênio Xavier Barreto solicitou o arquivamento do inquérito e pediu que o caso seja avaliado pelo Ministério Público (MP) e pela Justiça. O vice-prefeito foi indiciado em 30 de julho após a conclusão da investigação, conduzida pelo delegado Renato Camacho.

No relatório, o delegado defende o uso da tecnologia, argumentando que, embora laudos periciais do Instituto de Criminalística tenham apontado termos diferentes, a IA indicou uma “situação de discussão acalorada em ambiente de futebol, na qual foram utilizados termos de cunho racista”.

Entenda o Caso

O incidente ocorreu em 23 de fevereiro de 2025, no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol, após uma partida de futebol. O segurança do Palmeiras relatou à polícia que pediu ao filho de Marcondes que se retirasse de uma área restrita, o que teria iniciado uma discussão com o vice-prefeito.

Um vídeo do momento mostra Marcondes insultando o funcionário. Em seguida, com o político de costas para a câmera, é possível ouvir um grito, e um dos seguranças reage imediatamente, dizendo: “Racismo, não”. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que ainda não decidiu se irá oferecer denúncia à Justiça.

Após o ocorrido, Marcondes se licenciou do cargo por três vezes e pediu exoneração da Secretaria de Obras, mas reassumiu o posto em maio. O caso foi registrado como “preconceito de raça ou de cor”, crime que prevê pena de dois a cinco anos de prisão.

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