sexta, 6 de março de 2026

Dengue coloca Fernandópolis e Mirassol em “estado de alerta” para a doença

O Ministério da Saúde adverte: Catanduva é o único município do Estado de São Paulo que corre risco de desenvolver epidemia de dengue em 2012. O órgão federal também indicou…

O Ministério da Saúde adverte: Catanduva é o único município do Estado de São Paulo que corre risco de desenvolver epidemia de dengue em 2012. O órgão federal também indicou que Mirassol e Fernandópolis estão em “estado de alerta” para a doença. O sinal vermelho para as três cidades da região foi ligado ontem com a divulgação do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os meses de outubro e novembro deste ano. O levantamento revela que quatro a cada cem casas de Catanduva apresentam criadouros do mosquito Aedes aegyti, o transmissor da dengue. No ano passado, o índice era de 1,4, ou seja, mais que triplicou.

No Brasil, 47 cidades estão na mesma situação que Catanduva, cujos índices são similares ao de localidades como Marabá (PA – 4,3), Arapiraca (AL – 4,5), Jequié (BA – 4,4), Água Branca (PI – 4,9) e Mossoró (RN – 4,6). A presença de criadouros em Mirassol é de 2,2 para cada cem casas. Mais que dobrou em comparação com o ano passado, quando o índice era 1. Já em Fernandópolis, a quantidade de moradias com criadouros é de 1 – em 2010, era 0,4. Rio Preto, Bebedouro, Olímpia, Barretos e Votuporanga também participaram do levantamento e apresentam números satisfatórios.

O infectologista da Unesp de Botucatu Carlos Fortaleza afirma que quanto maior é o número aferido pelo LIRAa, mais chance a cidade tem de abrigar epidemia de dengue. “É um indicador de que a localidade está vulnerável.” Ele classifica como alto o índice de Catanduva. “Os municípios devem intensificar as ações preventivas e de controle de vetores para evitar o pior. Já a população deve ajudar, não deixando água parada. É a única maneira de prevenção.”

A Secretaria de Saúde de Catanduva informa, por meio da Comunicação da Prefeitura, que trabalha incessantemente para retirar possíveis criadouros e prestar todas as orientações necessárias para o controle e combate a dengue. Segundo a pasta, após a realização do LIRAa, diversas atividades foram realizadas. “Catanduva mantém equipe fixa o ano todo atuando no combate ao mosquito Aedes. Com o trabalho de combate casa a casa e a prevenção, a cidade reduziu drasticamente seus índices após a epidemia registrada em 2006 (3.256 casos)”, diz a nota. Neste ano, 286 pessoas contraíram a doença na cidade. Já em 2010, 929 – uma morreu.

Fonte:Jornal Diário da Região

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