quinta, 5 de março de 2026

Depois da CEI da Facip, pode começar a CEI da Expo em Jales

Depois da conclusão do relatório da Comissão Especial de Inquérito que apurou possíveis irregularidades que teriam sido cometidas durante a organização da Facip, que foi cancelada uma semana antes pela…

Depois da conclusão do relatório da Comissão Especial de Inquérito que apurou possíveis irregularidades que teriam sido cometidas durante a organização da Facip, que foi cancelada uma semana antes pela prefeita Eunice Mistilides Silva, uma nova CEI começa a ser articulada na Câmara, para investigar atos praticados durante a realização da Expo Show Uva e Mel.
O assunto foi comentado na última sessão, dia 11, quando os vereadores rejeitaram, por unanimidade, uma representação apresentada pelo servidor público municipal aposentado Lauro Gonçalves de Figueiredo, o Mato Grosso, pedindo a instauração de um processo de verificação de infração político-administrativa que teria sido praticada pela prefeita Eunice Mistilides Silva e seus assessores que participaram da realização da Expo, de 25 a 29 de setembro.

O vereador Rivail Rodrigues Júnior (PSB) disse que o requerimento não foi aprovado, mas não por omissão dos vereadores. O que precisa, segundo ele, é reunir mais informações para colocar a CEI da Expo em andamento, para que realmente sejam apuradas as irregularidades que possam ter acontecido.

“Nós precisamos averiguar se a denúncia é real ou não”, afirmou, dizendo que o teor das denúncias apresentadas por Mato Grosso, na sua avaliação, ficou um pouco fora da realidade e os vereadores precisam buscar mais informações para ver se as mesmas realmente aconteceram.
Em sua representação, Mato Grosso questiona a não divulgação do resultado financeiro da Expo e um cheque no valor de R$ 30 mil, da Casa da Criança, que teria sido devolvido, conforme cópia apresentada no documento enviado à Câmara.

RELATÓRIO

O relatório da CEI da Facip, concluído esta semana, foi aprovado por unanimidade e deverá ser lido na próxima sessão, programada para o dia 25 de novembro. A CEI durou 180 dias e resultou no relatório com cerca de 40 páginas com as conclusões do trabalho realizado durante todo esse período.

Nos mais de 30 depoimentos prestados à CEI, um dos assuntos que mais chamam a atenção está relacionado à venda de mesas e camarotes. Em seu depoimento o vice-prefeito Pedro Callado disse que não reconheceu como sua a assinatura em um recibo em seu nome.

Ele disse que pagou Helena Casagrande, responsável pelas vendas, do próprio bolso, dando dois cheques totalizando R$ 4 mil. Outros R$ 2 mil foram pagos pela comissão da festa.

Com o depoimento de Helena a comissão acabou descobrindo que havia três recibos em nome do vice-prefeito, mas apenas um tinha a assinatura reconhecida por ele.

Outro depoimento importante foi o de Francisco Carvalho, chefe da equipe de segurança que prestou serviços para a realização da festa do aniversário da cidade, na Praça Euphly Jalles. Ele garante que foi a prefeita que contratou o serviço. Depois, uma pessoa da prefeitura pediu que ele assinasse um recibo de mais de R$ 7 mil, valor bem acima do que havia cobrado.

Também merece destaque o depoimento do bombeiro aposentado Pacheco que prestou serviço para a Facip no valor de R$ 130 mil, mas só recebeu R$ 30 mil. Ele também garante que a autorização partiu da prefeita, embora tenha documento do chefe de gabinete Roberto Timpurim recebendo o orçamento, sendo que a liberação da obra, segundo ele, também foi autorizada por Timpurim.

Segundo se comenta nos bastidores da Câmara, embora tenha falado um bom tempo, a prefeita não contribuiu com novas informações quando prestou seu depoimento.

Ela preferiu dizer que não sabia, não havia autorizado e que não se lembrava de grande parte do que lhe foi perguntado pelos três integrantes da CEI – Gilberto Alexandre de Moraes (DEM – presidente), Luís Fernando Rosalino (PT – relator) e Sérgio Nishimoto (PSB – vice-presidente).

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