Antônio Carlos Zago (foto) explicou os motivos que o levaram a rescindir seu contrato com o Palmeiras nesta terça-feira. O treinador decidiu pedir demissão na noite de ontem, após ser acusado de ter chegado às vias de fato com o atacante Robert, fato que foi veementemente negado por ele. O Palestra Itália viveu um dia muito conturbado.
Segundo Antônio Carlos, a informação foi passada para a imprensa por pessoas que trabalham contra o Palmeiras. Para ele, o principal adversário do Verdão é a briga política interna no clube.
“O importante hoje não é se pedi demissão ou se fui demitido, mas o rumo que o Palmeiras vai tomar para voltar a brigar por títulos. Há pessoas que trabalham no clube e que ficam vazando informações e inventando notícias para desestabilizar o trabalho que está sendo feito. Outros treinadores de renome passaram recentemente pelo Palmeiras e sofreram pelo mesmo motivo. Não sou a primeira vítima desta briga política, mas sinceramente espero ser o último. Tenho uma história bonita pelo Palmeiras, que não vai ser apagada por uma briga de poder entre dirigentes”, disse Antônio Carlos.
Versão sobre o que aconteceu no Rio
O ex-treinador explicou o que realmente aconteceu no Rio de Janeiro, após o empate com o Vasco.
“A diretoria liberou quatro jogadores para voltar a São Paulo antes da delegação. Outros jogadores pediram para sair e foram liberados da concentração, pelos diretores. Havia um horário pré-determinado para a reapresentação e eles se atrasaram. Quando fui repreende-los no ônibus, Robert não gostou dizendo que deveria haver tratamento igual aos não-evangélicos. Encerrei qualquer possibilidade de discussão ali e não houve briga, porque eu não admitiria. Houve uma cobrança minha em cima de um ato de indisciplina. Achei covardia o surgimento do boato de que brigamos, como uma forma de pressionar minha saída. Foi tudo muito mal conduzido”, explicou, acrescentando:
“Saio com a sensação de que poderia desenvolver um bom trabalho com a chegada dos reforços prometidos e com a parada para a Copa do Mundo. A equipe começou o Campeonato Brasileiro conseguindo bons resultados e estava se encaixando. Repito, se a vaidade e a batalha política não interferirem, o próximo treinador poderá fazer um bom trabalho. Caso contrário, o Palmeiras continuará brigando contra ele próprio”, frisou Zago.
