O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (25) em R$ 5,125, marcando o menor valor em 21 meses. A desvalorização de 0,6% reflete um dia especialmente favorável para os países emergentes, enquanto o mercado de ações registrou uma leve retração motivada por realização de lucros.
Oscilação e Fechamento da Moeda Americana
A cotação do dólar demonstrou alta volatilidade ao longo do dia. Após iniciar as negociações em R$ 5,12, a divisa subiu para R$ 5,16 por volta das 12h50, mas reverteu a tendência na parte da tarde, consolidando a queda para fechar próxima à mínima diária. Este patamar não era visto desde 21 de maio de 2022, e no acumulado do ano, a divisa registra queda de 6,63%.
Desempenho do Mercado de Ações
O índice Ibovespa da B3 fechou com uma leve baixa de 0,13%, atingindo 191.247 pontos. O movimento foi impulsionado pela realização de lucros, com investidores vendendo ações para embolsar ganhos após o recorde do dia anterior. Embora papéis de mineradoras tenham valorizado devido à alta internacional do minério de ferro, essa movimentação em outros setores pressionou o índice para baixo.
Fluxo de Capitais Estrangeiros Impulsiona Mercados
Pelo segundo dia consecutivo, houve um forte fluxo de capitais estrangeiros para países emergentes. Este cenário é impulsionado pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas impostas pelo governo anterior. Além disso, a imposição de uma tarifa unilateral de 10% sobre todas as importações do país, valor abaixo dos 15% anunciados inicialmente, contribuiu para o otimismo.
Impacto das Novas Tarifas Americanas no Brasil
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que o novo regime tarifário dos Estados Unidos, que inclui a taxa de 10%, afetará apenas 25% das vendas do Brasil para o mercado americano. Conforme dados divulgados na terça-feira (24), 46% das exportações brasileiras para os EUA permanecerão isentas de tarifas.
