O Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou nesta quarta-feira (8) em São José do Rio Preto que uma das linhas de investigação sobre a falsificação de bebidas com metanol é que os suspeitos presos no estado compraram etanol de baixa qualidade.
A declaração foi dada durante a entrega de 62 novas viaturas (55 para a PM e 7 para a Polícia Civil) na região noroeste.
Sem Envolvimento de Facções e Prisão de 41 Suspeitos
Derrite informou que o Governo de São Paulo montou uma força-tarefa, envolvendo diversos órgãos, para entender e combater a circulação de bebidas adulteradas.
O secretário destacou que, somente em 2025, 41 pessoas foram presas por crimes relacionados à adulteração. Derrite fez questão de afastar a suspeita de crime organizado: “Desses 41 indivíduos que foram presos, nenhum deles é faccionado, ou seja, não pertence ao crime organizado… muito pelo contrário, tudo indica que não seja mesmo, não tem a participação”.
Falha na Aquisição de Etanol e Pontos Clandestinos
Ao descartar o envolvimento de facções, o foco da investigação se volta para a forma como o etanol – componente encontrado em bebidas alcoólicas – foi adquirido e contaminado.
“Uma investigação da Polícia Civil descobriu um ponto logístico que distribuía aqueles vasilhames vazios para esses pontos clandestinos, que faziam o envasamento dessa bebida adulterada. Foram mais de 100 mil garrafas apreendidas,” revelou Derrite.
Ele mencionou que a Lei 14.292, de 2022, pode ter facilitado o problema, já que permite que qualquer pessoa compre etanol, o que pode ter levado à contaminação das bebidas no estado. “Qualquer pessoa pode chegar lá com um galão de 20 litros e fazer a aquisição de um etanol. Esse etanol possivelmente estaria contaminado, e isso gerou essa onda de contaminações”, concluiu o secretário.
