A angústia da cuidadora Meire Peres Braga, de 59 anos, já dura meses. Sua filha, Priscila Peres Braga Gonçalves, de 32 anos, desapareceu na madrugada de 6 de setembro de 2025, na Vila Sedenho, em Araraquara, e desde então o paradeiro da jovem é um mistério absoluto para a família e para a Polícia Civil. Priscila saiu de casa apenas com a roupa do corpo — uma blusa de manga comprida e calça preta — deixando para trás seu celular e os oito tipos de medicamentos que utilizava diariamente.
O desaparecimento ocorreu em um momento de fragilidade emocional. Priscila enfrentava um quadro severo de depressão após um episódio traumático: sua ex-companheira, inconformada com o fim do relacionamento, ateou fogo ao próprio corpo e morreu. Priscila também sofreu queimaduras ao tentar salvá-la e, desde então, recebia acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Segundo a mãe, a filha apresentava melhora na semana do sumiço, fazia planos para trabalhar como motorista de aplicativo e era extremamente ligada à filha de apenas 7 anos.
As últimas pistas indicam que Priscila foi vista em dois bares no Parque São Paulo durante a madrugada do desaparecimento. Testemunhas relataram que ela parecia triste e mencionava a perda da ex-esposa. Meire tem percorrido abrigos, colado cartazes e conversado com moradores de rua, mas a investigação policial ainda não obteve êxito na quebra de sigilo bancário ou na obtenção de imagens de câmeras de segurança. A família, aflita, não descarta a possibilidade de ela ter sido vítima de homofobia.
Iniciativa Municipal e Apoio nas Buscas
Para tentar solucionar casos como o de Priscila, a Prefeitura de Araraquara implementou uma nova estratégia: a divulgação de pessoas desaparecidas em seus canais oficiais e redes sociais. A medida, fruto de um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, visa ampliar a visibilidade dos perfis e auxiliar famílias desesperadas.
A ação conta com o suporte da ONG Areia, instituição tradicional na busca por desaparecidos que utiliza até redes de radioamadores para disseminar informações. Priscila é branca, possui aparelho ortodôntico, piercing na sobrancelha e diversas tatuagens pelo corpo.
Canais de Denúncia:
- Polícia: 190 ou 181 (Disque Denúncia)
- Prefeitura/ONG Areia: (16) 98117-9905
- Site oficial: Araraquara.sp.gov.br
