A Secretaria de Estado da Saúde adverte: 74 dos 90 municípios da região de Rio Preto correm risco alto ou muito alto de epidemia de dengue no próximo verão, segundo mapeamento realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica estadual em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen). Para alertar a população e minimizar a proliferação da doença, a pasta promove na próxima segunda-feira um encontro estadual com os prefeitos de 283 cidades que possuem maior vulnerabilidade para a circulação do vírus da dengue.
O objetivo é mobilizar as prefeituras para padronizar e intensificar as ações de controle de criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, conforme preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS). A maior preocupação do governo é com a proliferação do vírus 4, que chegou ao Estado no início deste ano. Até agora três cidades, todas da região, contabilizaram casos desse tipo. São elas Rio Preto, Catanduva e Paulo de Faria.
“A entrada em circulação do subtipo 4 do vírus da dengue no Estado aumenta o número de pessoas suscetíveis à doença, ampliando o risco de casos graves e óbitos. Por isso esta mobilização é fundamental para que os municípios estejam preparados tanto do ponto de vista de controle do vetor quanto na adequada assistência médica aos pacientes com suspeita de dengue”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.
Neste ano foram registrados no Estado 76,8 mil casos de dengue, 80% do tipo 1. Os outros 20% restantes se dividem em 2 e 4. Na região foram 4.477 doentes, com quatro mortes (Rio Preto, Novais, Votuporanga e Santa Fé). Apesar da ameaça da dengue tipo 4, o secretário de Saúde de Rio Preto, José Victor Maniglia, diz estar otimista e com boa perspectiva para o verão em razão das ações de controle realizadas desde janeiro, quando a cidade contabilizou quatro casos da doença.
“Foi um ano de capacitação constante dos agentes, intensa faxina urbana em conjunto com o Meio Ambiente e monitoramento dos vírus em circulação na cidade. Estamos atentos a tudo e nossa expectativa é de que o número de casos seja inferior ao registrado neste ano”, diz Maniglia. De acordo com o gerente da Vigilância Ambiental de Rio Preto, Frank Hulder de Oliveira, só o município investiu R$ 2 milhões ao combate à dengue.
Atualmente são 400 agentes atuando em quatro frentes de combate à proliferação do mosquito, que varia de imóveis especiais (locais de grande concentração de pessoas, como shoppings, hospitais e escolas) a pontos comerciais estratégicos que servem para dispersão do vetor como borracharia, cemitérios, ao controle casa a casa. Além de Rio Preto, Barretos, Votuporanga, Catanduva, Fernandópolis, Paulo de Faria e Mirassol intensificaram essas ações nos últimos meses.
Paulo de Faria está em alerta para uma possível epidemia de dengue tipo 4. O município registrou 75 casos da doença até agosto, sendo que oito eram do novo tipo, um recorde em termos regionais. “Já iniciamos ações para evitar problemas quando a chuva chegar. Vamos fazer o NS1 (teste rápido) nos casos suspeitos”, afirma a coordenadora de Saúde da cidade, Jussânia Maria Soares.
