quarta, 11 de março de 2026

Festa obtém saldo positivo: R$ 175 mil

Balanço ainda é parcial, mas entidades já comemoram sucesso do evento que registrou recorde de público e faturamento Há cinco anos organizando a Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Votuporanga,…

Balanço ainda é parcial, mas entidades já comemoram sucesso do evento que registrou recorde de público e faturamento

Há cinco anos organizando a Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Votuporanga, o Fisav (Fundo das Instituições Sociais Associadas de Votuporanga) registrou neste ano um recorde de público e faturamento, ampliando os lucros em 21%. Durante os dez dias de festa, aproximadamente 131 mil pessoas passaram pelo Recinto “Presidente Costa e Silva”, gerando um faturamento 6% maior do que foi obtido em 2005.

Conforme os dados divulgados na manhã de ontem pelo presidente do Fisav, José Carlos Melo, além do lucro de R$ 175 mil, outro ponto favorável do balanço, foi o valor gasto com as despesas da festa, que se manteve igual a quantidade investida no ano passado: R$ 880 mil. Em 2005, o lucro da festa foi de R$ 144 mil.

A edição da Expô/Fisav deste ano ainda obteve um aumento de 16% na arrecadação dos estacionamentos oficiais da festa, além de contar com um número de colaborações 30% maior. O patrocínio disponibilizado pela Cervejaria Crystal, também cresceu 12%. Melo ainda destacou que o espaço físico do evento cresceu 6% e a publicidade 4%.

Já a venda de ingressos individuais este ano – em contrapartida a comercialização de mil permanentes a menos – cresceu 18%. O valor arrecadado com o festival de prêmios foi 20% maior tanto nos sorteios principais, como nos extras.

No dia do aniversário da cidade, 8 de agosto, quando a entrada no evento foi gratuita, também foram arrecadados 980 quilos de alimentos não-perecíveis, que já foram repassados às 14 entidades que integram o Fisav.

De acordo com Melo, o balanço ainda é parcial, pois é preciso que o Conselho Fiscal termine de checar as finanças. “Ainda falta receber um dinheiro de algumas empresas que para nos ajudar, parcelaram as permanentes conforme a folha de pagamento de seus funcionários. A previsão é que até o final de setembro tudo já esteja acertado, para que o dinheiro enfim seja repassado as entidades”, afirmou.

Ainda, segundo a comissão do Fisav, o dia mais movimentado da festa foi o último sábado (dia 12), quando houve o show com a dupla sertaneja Rionegro e Solimões: cinco mil e cem pessoas pagaram para adentrar o recinto. No entanto, o número de pagantes quase se igualou ao primeiro, no dia 5, quando a dupla Edson e Hudson se apresentou para cinco mil e doze pagantes.

Melo ainda lembrou que o Fisav possui quatro violões e chapéus autografados pelos artistas, além de dois chapéus doados pelas duplas sertanejas citadas, podendo ser feito futuramente um sorteio ou um leilão dos produtos, para arrecadar fundos para as entidades.

Como ponto negativo, o presidente comentou não ter sido possível evitar a intensidade da poeira no recinto, apesar de ter tentado. “Foi uma bênção não ter chovido durante os dez dias de festa, pois o evento seguiu normalmente; porém, a poeira estava demais e mesmo com a ajuda de 20 caminhões de água por dia no local, umedecendo a terra, não conseguimos controlá-la”.

Apoio
Para finalizar, o presidente do Fisav agradeceu e enalteceu o trabalho e o apoio recebidos de cada entidade, lembrando também o bom desempenho da polícia de Votuporanga, que segundo ele, contribuiu para que o evento fosse um sucesso.

Em desabafo, Melo ainda disse que no início da festa estava preocupado com o resultado final das atividades realizadas, inclusive porque o grupo iniciou o evento devendo R$ 80 mil. “Hoje, graças a Deus, não devemos nada e sabemos que no mínimo podemos contar com os R$ 175 mil como lucro, mas somos carentes de um apoio político e de autoridades que possuem influência em determinadas empresas que podem nos patrocinar, como a TIM, por exemplo. Estamos muito felizes hoje, mas não foi fácil obter este resultado positivo. Além das críticas recebidas, muitas vezes não fomos atendidos em alguns lugares que visitávamos em busca de ajuda”.

O presidente ainda deixou claro o desejo de construir em breve, um novo recinto, que seria administrado pelo Fisav, pois para a realização da festa deste ano, o grupo precisou investir mais de R$ 50 mil, em benfeitorias no tradicional Recinto “Presidente Costa e Silva”.

Precisamos do nosso recinto, e assim investirmos na nossa casa. Este ano todo o dinheiro será dividido para as entidades, mas faremos uma assembléia para decidir se os lucros das próximas festas serão destinados a construção de um local adequado para o evento. Se isso acontecer, não só a Expô poderá ser realizada no local, mas muitas outras festas. Entretanto, precisamos de apoio,” explicou. (Colaborou Leliane Petrocelli)

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