sexta, 6 de março de 2026

Filho de ex-goleiro do Palmeiras vira paredão no líder da Série B

A defesa foi o ponto alto do Vitória, líder da Série B do Campeonato Brasileiro, no triunfo diante do Luverderdense fora de casa por 2 a 0, nesta terça-feira. Quando…

A defesa foi o ponto alto do Vitória, líder da Série B do Campeonato Brasileiro, no triunfo diante do Luverderdense fora de casa por 2 a 0, nesta terça-feira. Quando a partida estava empatada, a equipe de Lucas do Rio Verde teve uma chance clara de abrir o placar com Luiz Eduardo, que cabeceou firme no canto. O jogador só não contava que um goleiro com pedigree fosseestragar sua festa.

Roberto Junior Fernández Torres, o paraguaio que fechou o gol e impediu que o clube baiano saísse derrotado de campo, é filho de ninguém menos que “Gato” Fernández, arqueiro de grande passagem pelo Internacional e pela seleção paraguaia entre os anos 70 e 90 – jogou também no Palmeiras, Cerro Porteño e Espanyol.

O arqueiro que substituiu Fernando Miguel, machucado, sonha em voltar a grande fase que teve no ano passado e fazer história pelo país que ajudou a consagrar seu pai.

“O futebol brasileiro é muito bem visto em todo o mundo, e jogador aqui é um privilégio. Sempre sonhei com isso, ainda mais porque meu pai tem um nome aqui”, disse “Gatito”, em entrevista ao ESPN.com.br.

Revelado pelo Cerro Porteño, clube pelo qual foi bicampeão paraguaio, Roberto Fernández também passou por Estudiantes e Racing, da Argentina, e pelo Utrecht, da Holanda, antes de chegar ao Vitória.

Ele mostrou que as ótimas atuações que teve durante um período no ano passado não foram por acaso. Roberto era um dos melhores arqueiros do Brasileiro quando passou por uma fase ruim e perdeu a posição de titular no time que foi rebaixado para a segunda divisão.

Neste ano para piorar ainda mais, teve uma contusão no joelho que o deixou fora de combate por um tempo. Mesmo assim, o paraguaio está feliz em Salvador.

“Quando fui contratado, minha família inteira comemorou muito, pois adoram o Brasil. Foi uma alegria imensa. Quando recebi a proposta, não tive nenhuma dúvida, foi só ler o contrato e assinar. Eu morava aqui no Brasil quando criança, e tinha muita saudade de voltar. Está sendo uma oportunidade excelente, e sou muito grato ao Vitória”, disse.

“Gato” Fernández assegura: “Meu filho será melhor”

Com a experiência de quem disputou uma Copa do Mundo e três Copas América, “Gato” Fernández assegura: seu filho, que hoje tem 27 anos, caminha para se tornar um goleiro melhor que ele.

“Acho que ele será melhor que eu, pois é um goleiro moderno. Antigamente, nós jogávamos pouco com os pés, e ele sabe fazer bem isso. Tem todas as condições para me superar. Jogou muito bem no Cerro, foi bicampeão paraguaio, já jogou na Holanda e foi muito bem avaliado. Tem um potencial enorme”, derreteu-se o pai de “Gatito”.

Hoje vice-presidente do River Plate do Paraguai, equipe na qual começou a carreira “Gato” Fernández também crê que seu filho assumirá também outro posto que já foi seu: o de titular do Paraguai.

“Ele tem vaga na seleção, sim. Se mantiver esse rendimento que vem mostrando no Brasil agora e que teve durante toda a carreira, será o titular, com certeza”, opina.

“Gatito” agradece os elogios: “Sempre falei que queria ser ainda melhor que ele, e estou procurando fazer isso. Ele foi um excelente jogador, muito respeitado no Brasil, e tenho que procurar no mínimo ficar à altura dele”, ressaltou.

Desde criança, o arqueiro do Vitória acompanhou o pai nas aventuras do futebol. No período em que morou no Brasil, enquanto “Gato” jogava no Inter e no Palmeiras, aprendeu a falar português. Desses tempos, porém, lembra mesmo é de ficar nervoso quando via seu herói em ação.

“Eu ia sempre aos treinos do Palmeiras, do Inter, adorava. Mas nos jogos, eu preferia não assistir, porque ficava nervoso, muito tenso. Fazia qualquer outra coisa que não fosse ver o jogo (risos). Mas tenho ótimas recordações desse tempo”, recordou Roberto, que nunca foi obrigado pelo pai a ser jogador de futebol, muito menos goleiro.

“Toda criança quer imitar o trabalho do pai, e eu acabei imitando. Ele nunca me pressionou para que eu jogasse bola, a decisão foi minha. Hoje, ele me ajuda, me dá dicas, me fala o que eu estou fazendo certo e errado. Ainda tenho muito para aprender. E a experiência dele me ajuda muito”, afirmou.

“Gosto muito de escutar tudo o que ele diz, pois quero seguir aprendendo”, finalizou.

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