Os motoristas que forem parados em blitze policiais no estado de São Paulo poderão ser submetidos ao teste de um novo equipamento, capaz de identificar o uso de drogas.
Por meio da saliva, será possível detectar, em dez minutos, o consumo de cocaína, maconha, metanfetamina, fenilciclidina (conhecida também pela sigla PCP) e opiáceos.
A operação de fiscalização no estado passará a ser conjunta, com a participação da Policia Militar, Polícia Civil, com delegado e investigador, e Polícia Técnico-Científica, que levará peritos. Com isso, o boletim de ocorrência poderá ser feito na mesma hora.
De acordo com o governador Geraldo Alckmin, os novos equipamentos de identificação de drogas só serão usados com motoristas que apresentarem comportamento alterado e cujo teste do bafômetro não tenha acusado embriaguez.
A blitz integrada terá também um monitoramento inteligente que usa filmagem. Assim, a cada cinco carros que passam, um é parado. O motorista flagrado pelo teste de drogas será enquadrado pelo Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê detenção de seis meses a três anos.
O condutor poderá ter de pagar multa R$ 1.915,40 e ter o veículo apreendido. No caso de pessoas que se recusam a fazer o teste, o policial que atendeu a ocorrência e o delegado de polícia vão registrar as condições apresentadas pelo motorista.
Esses dados, detalhando os sinais de alteração motora do acusado, poderão ser usados posteriormente em uma ação judicial.
Segundo Alckmin, o programa será estendido gradualmente para o interior do estado e vai trazer outras ações de conscientização. O governo vai distribuir ainda 300 mil kits com folhetos, canetas, chaveiro, adesivo para carro e um bafômetro descartável.
