Revoltados com uma medida que aumentou o horário de trabalho, mas sem acréscimo de salário, os funcionários da Record decidiram se mobilizar e protestar.
Com o auxilio do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, foi realizada no último dia 28 de janeiro uma assembleia com aproximadamente 100 profissionais. O Sindicato reforçou que, de acordo com as leis trabalhistas, o intervalo de descanso de uma hora é obrigatório para jornadas superiores a seis horas de trabalho. Com uma carga de seis horas, o intervalo é de 15 minutos.
“A TV Record, como muitas outras empresas jornalísticas, pratica desde sempre uma jornada ininterrupta de trabalho, sem intervalo para descanso. Agora, de um dia para outro, decide impor sem qualquer discussão a reorganização do esquema de trabalho”, criticou o órgão.
Na assembleia, os jornalistas e a entidade decidiram propor à empresa o adiamento da medida por um mês, para haver debate entre os funcionários e a empresa para a busca de uma solução e a redução da jornada de trabalho, sem interferir no salário, para seis horas, com 15 minutos de intervalo, para que as atividades possam ser feitas sem interrupção.
Outros pontos discutidos foram as escalas de fim de semana e de feriados, a campanha salarial, além da proposta de 5% de reajuste. O SJSP apresentou as demandas à empresa, que teria sido intransigente. “Afirmou que a medida entraria em vigor na segunda-feira de qualquer forma, e descartou a discussão sobre a redução de jornada”, disse a entidade.
Na última quarta-feira (3), o Sindicato enviou um ofício com as reivindicações que pretende negociar. Os funcionários da emissora puderam enviar denúncias relativas à aplicação do novo esquema de trabalho por e-mail.
