Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apresentaram, no Rio de Janeiro, inovações tecnológicas que visam modernizar as forças de defesa do país e ampliar a capacidade de auxílio em desastres.
Novidades em Drones Táticos
A principal novidade é o recém-ativado Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque. A corporação adquiriu modelos de quatro hélices equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais, aptos para monitorar alvos, localizar vítimas e carregar projéteis para ataques pontuais. Outro modelo incorporado é o drone de asa fixa, conhecido como kamikaze, que pode ser lançado com explosivos para destruir alvos maiores.
Formação Especializada
Para acompanhar as evoluções tecnológicas globais em defesa, a Marinha inaugurará ainda neste mês uma nova escola no Rio de Janeiro, dedicada à formação de militares em operação de drones. O comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante Carlos Chagas, ressaltou a importância da Marinha na defesa do litoral brasileiro, um ativo estratégico vital para a economia e comunicação do país.
Ampliação de Capacidades Navais
A frota foi reforçada com novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e produzidos no Brasil. Essas embarcações compactas, capazes de navegar a até 74 km/h e transportar 13 militares, são equipadas com metralhadoras, radares e câmeras termais. Sua estrutura permite atracação em locais de pouca infraestrutura e transporte aéreo, otimizando a mobilidade tática.
Resposta a Desastres Naturais
As novas tecnologias aumentam a capacidade dos Fuzileiros em operações de resposta a desastres naturais, uma missão cada vez mais frequente. O Almirante Chagas destacou a semelhança entre a logística militar e a de resposta a calamidades, possibilitando o uso duplo de equipamentos. Carros anfíbios, por exemplo, adquiridos para defesa, podem ser empregados no resgate de pessoas e transporte de alimentos em áreas alagadas.
Novos Armamentos de Defesa
A corporação também apresentou novos armamentos, incluindo o Míssil Antinavio Nacional de Superfície. Capaz de atingir alvos a até 70 km de distância com velocidade de 1 mil km/h em voo rasante, dificulta a detecção inimiga. Outro míssil nacional, guiado a laser, possui alcance de 3 km, alta precisão e capacidade de perfurar até 80 centímetros de blindagem, sendo eficaz contra embarcações e helicópteros.
