Pacientes atendidos rapidamente após o infarto correm menos riscos.
Especialistas explicam que o ideal é que a pessoa seja atendida em até 60 ou 90 minutos. É que, para suprir as necessidades do corpo em repouso, o coração não pode parar de trabalhar nem um segundo.
Para se ter ideia, em uma pessoa normal, ele pode bombear até 20 litros de sangue por minuto. E se a pessoa perde parte dessa musculatura, como num infarto, por exemplo, o coração vai continuar suprindo essa necessidade do organismo, mas em uma situação que exigir maior demanda de oxigênio não vai conseguir funcionar bem porque terá perdido a “reserva”.
Segundo o cardiologista Fábio Jatene, o coração pode perder cerca de 1 terço de seu músculo. Por isso a importância de um atendimento rápido, para que seja possível a recuperação de parte da musculatura.
O especialista explica que se demorar mais de 6 horas no atendimento, as células perdidas já não podem mais se regenerar.
O primeiro sinal de infarto é o que os médicos chamam de isquemia, ou seja, falta de sangue. Dor e aperto no peito, sensação de aperto na base do pescoço, tontura e cansaço estão entre os sintomais mais comuns da isquemia.
