A primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, disse que reduzir as taxas de feminicídio a zero é uma das “obsessões” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo federal organizou um evento nesta 4ª feira (1º.mar.2023) com todas as mulheres que compõem a gestão petista para abrir o mês da mulher.
“A gente falou muito disso na campanha. Diminuir o feminicídio, chegar ao índice zero. Assim como acabar com a fome, talvez [reduzir o feminicídio também] seja uma obsessão do presidente Lula”, disse a primeira-dama no café da manhã.
A primeira-dama começou o discurso falando sobre a tentativa de feminicídio contra Ellen Otoni, sobrinha do deputado federal Reimont (PT-RJ). A vítima, que está internada, foi baleada pelo próprio namorado em Belo Horizonte.
Janja também relembrou reuniões durante a campanha eleitoral em que só haviam ela e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, de mulheres.
O governo federal deve anunciar medidas direcionadas às mulheres em 8 de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher. A expectativa é de que cada ministério informe uma novidade que será adotada pela pasta direcionada à população feminina.
“Eu vou trabalhar com todas as minhas forças, junto ao Ministério das Mulheres e com a sociedade civil para que a gente não precise mais mandar mensagem de força para uma mulher que foi baleada pelo seu namorado e pelo seu companheiro. Esses homens não estão satisfeitos em só matar as mulheres, eles começaram a matar as crianças, os filhos”, disse Janja.
Eis a lista dos presentes no evento da primeira-dama:
Cida Gonçalves (Mulheres);
Simone Tebet (Planejamento);
Esther Dweck (Gestão e Inovação);
Nísia Trindade (Saúde);
Marina Silva (Meio Ambiente);
Margareth Menezes (Cultura);
Luciana Santos (Ciência);
Ana Moser (Esporte);
Anielle Franco (Igualdade Racial);
Juma Xipaya (secretária de Articulação dos Povos Indígenas);
Juliana Negreiros (ministra substituta do Turismo);
Rita Serrano (Caixa); e
Tarciana Medeiros (Banco do Brasil).
