A Polícia Civil de Araçatuba (SP) prendeu nesta segunda-feira (24) Júlia Moretti de Paula, de 21 anos, uma das principais suspeitas de envolvimento no roubo milionário a um condomínio de alto padrão em Ribeirão Preto, ocorrido há exatos dois meses. A jovem, que mora em Araçatuba, se entregou às autoridades.
Júlia é a única pessoa com o rosto descoberto que aparece nas imagens de segurança do elevador do condomínio, no dia do assalto, ao lado de um homem disfarçado de mulher. Durante as investigações, a polícia chegou a considerar a possibilidade de ela ter morrido ou fugido do país.
O Papel da Suspeita no Crime
De acordo com as investigações, Júlia, que seria garota de programa, conheceu um dos integrantes da quadrilha em uma viagem ao litoral paulista e foi recrutada para o esquema. A polícia acredita que ela foi peça-chave na organização da logística do roubo.
A jovem foi a responsável por alugar um dos apartamentos no nono andar do edifício duas semanas antes do assalto, o que permitiu a infiltração da quadrilha no prédio. Para fechar o contrato com a imobiliária, ela apresentou documentos falsos e pagou R$ 12 mil de caução.
O assalto ocorreu na manhã de 24 de setembro e resultou na invasão de seis apartamentos no condomínio de 14 andares, no Centro de Ribeirão Preto. Pelo menos 11 pessoas teriam participado diretamente da ação, que resultou em reféns (moradores e prestadores de serviço) após o porteiro e o zelador serem rendidos.
Prejuízo Milionário e Divisão da Quadrilha
O delegado responsável pelo caso, André Baldocchi, estima que o prejuízo total das vítimas, incluindo joias, celulares e dinheiro levados, possa superar os R$ 4 milhões.
As investigações apontam que a quadrilha era dividida em três núcleos:
- Logístico: Responsável por alugar o apartamento para a infiltração. Júlia atuava nesse núcleo e é a única com o rosto visível nas imagens.
- Financeiro: Responsável por receber o dinheiro obtido das vítimas via PIX. Quatro homens já foram presos nesta área.
- Operacional: Responsável por abordar os moradores e invadir os apartamentos. Um suspeito desse núcleo foi preso dois dias após o crime.
A polícia informou que, com a venda das joias roubadas, cada membro da quadrilha recebeu cerca de R$ 15 mil.
