quarta, 11 de março de 2026

Leishmaniose: IAL de São Paulo promovem capacitação sobre teste rápido

Dezenas de coordenadores de saúde, veterinários, funcionários ligados ao setor de zoonoses dos 17 municípios do colegiado participaram na última quarta-feira de uma capacitação promovida pelo Setor de Controle de…

Dezenas de coordenadores de saúde, veterinários, funcionários ligados ao setor de zoonoses dos 17 municípios do colegiado participaram na última quarta-feira de uma capacitação promovida pelo Setor de Controle de Endemias e Zoonoses (Secez), sobre a utilização correta do teste rápido de leishmaniose, na Associação Paulista de Medicina (APM).

A apresentação foi feita pelo pesquisador do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo, Dr. José Eduardo Tolezano, que inicialmente explicou que a partir de agora esse é um novo protocolo aplicado em todo Brasil pelo Ministério da Saúde, preconizando o uso do teste rápido como método para a triagem dos cães positivos, e, na sequência, a realização do exame “Elisa” para a conclusão do diagnóstico. “Quando o teste dá um resultado negativo, o laudo já poderá ser emitido. Em caso de positividade, é preciso realizar um exame confirmatório, que agora, passa a ser o Elisa”, destaca Tolezano, que afirma também que o teste rápido é de fácil execução e oferece um resultado preciso em um intervalo de 20 minutos.

A maioria dos municípios representados na capacitação não apresenta casos de leishmaniose, porém, o especialista do IAL, alerta; “é preciso que as cidades vizinhas estejam preparadas para enfrentar o possível problema da leishmaniose”. Votuporanga já possui o ciclo completo de transmissão; o vetor, o cão infectado e o humano.

O evento foi dividido em duas etapas, a primeira, teórica, com explicações sobre o teste rápido e a evolução da leishmaniose em Votuporanga e a situação epidemiológica de cada cidade da região, apresentada pela equipe da Sucen/SP local. Num segundo momento, os participantes se deslocaram para o Centro de Zoonoses “Dr. Danilo Alberto Galera”, para conhecerem na prática como o teste rápido deve ser feito. De acordo com Tolezano, os kits dos testes rápidos são produzidos pela Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz/ RJ) e precisam estar a disposição, nos municípios, para que o teste possa ser rápido. Até o momento foram disponibilizados 25 mil testes e outros 20 mil já estão previstos para a entrega.

A mesma capacitação foi promovida nesta semana nas regiões com cidades que registram transmissão canina da doença – Rio Preto e Jales, também com o intuito de promover o uso do novo protocolo.

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