sexta, 6 de março de 2026

Mesa da Câmara intervém e Pinato é afastado da relatoria

O deputado Fausto Pinato (PRB-SP) foi afastado da relatoria do processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética. A decisão imposta ao Conselho foi…

O deputado Fausto Pinato (PRB-SP) foi afastado da relatoria do processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética. A decisão imposta ao Conselho foi tomada pelo 1º vice-presidente da Mesa, Waldir Maranhão (PP-MA), depois que o STF determinou que caberia à mesa da Câmara as decisões sobre o Conselho.

O presidente da Conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), indignado com a intervenção, nomeou o deputado Zé Geraldo (PT-PA) como novo relator. Questionado, ele voltou atrás e decidiu fazer novo sorteio com três deputados – Sérgio Brito (PSD-BA), Marcos Rogério (PDT-RO) e Léo de Brito (PT-AC) – para depois escolher um entre eles.

O deputado Fausto Pinato afirmou: “Hoje sou eu, amanhã será o presidente do Conselho e só sobreviverá quem for pela inadmissibilidade. Como democrata que sou respeito a decisão da mesa da Câmara, comandada por Eduardo Cunha, mas não concordo com a mesma. Gostaria que esse Conselho recorresse em nome da imparcialidade. A imparcialidade assusta muito. E a falta de coragem de fazer a defesa também nos assusta. Esse relator não é apegado à relatoria, mas peço ao Conselho que recorra da decisão, porque a Mesa é comandada pelo presidente da Câmara”.

Vários deputados defenderam o trabalho de Pinato. A deputada Eliziane Gama (Rede – MA) disse que Pinato “fez um excelente trabalho e que o que vimos hoje são ações protelatórias da tropa de choque colocada para protelar a decisão contra o presidente da Câmara”. O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) também acusou Eduardo Cunha de intervir no trabalho do Conselho. “O que o presidente Eduardo Cunha faz com o Conselho é um absurdo”, disse Valmir.

Antes do anúncio do afastamento do relator, o Conselho havia feito três votações sobre pedidos de adiamento dos trabalhos e todos os resultados foram desfavoráveis a Eduardo Cunha.

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