Zito, José Eli de Miranda, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, morreu na noite deste domingo, aos 82 anos.
O meio-campista foi o grande líder da era dourada do Santos de Pelé, nos anos 1950 e 1960, além de ser bicampeão do mundo com a seleção, em 1958 na Suécia e 1962 no Chile, exatamente onde o time canarinho está hoje para a disputa da Copa América e encantou os torcedores locais há 53 anos.
A morte de Zito acontece a três dias de mais um aniversário do bi mundial, do qual foi autor de um dos gols na final contra a Tchecoslováquia em Santiago.
A informação foi confirmada ao ESPN.com.br pelo próprio Santos Futebol Clube, que decretou luto oficial de sete dias.
O velório e enterro serão na manhã desta segunda-feira, entre as 8h e 11h, no Memorial da cidade praiana, e o corpo do ex-jogador será encaminhado posteriormente à cidade de Roseira, no interior paulista, onde ele nasceu.
Zito sofria de Mal de Alzheimer há algum tempo e tinha oscilações de lembrança. Em julho do ano passado, Zito deu entrada no Hospital Santa Casa de Santos por causa de um AVC e passou um pouco mais de um mês internado, recebendo alta posteriormente.
Contudo, passou a ter cuidados de UTI dentro de sua própria casa.
Zito foi um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Com o Santos, venceu nove Campeonatos Paulistas, quatro Brasileiros (na época, Taça Brasil), duas Libertadores da América, dois Mundiais Interclubes e quatro Torneios Rio-São Paulo.
Ele sempre teve sua história ligado ao Santos, único clube que atuou na carreira depois do Taubaté, onde começou. No time alvinegro, foi o responsável por cuidar do jovem Pelé. Em campo, chamava a atenção do camisa 10, fosse na Vila ou na seleção.
Como jogador, foram 727 jogos, com 57 gols ao longo de 15 anos na Vila Belmiro. Depois de se aposentar (1967), trabalhou nas categorias de base do Santos e ajudou, por exemplo, a descobrir Robinho e Diego, além de Gabigol.
Pela Seleção, fez parte da era de ouro do futebol brasileiro, se consagrando bicampeão do mundo nas Copas de 1958 e 1962 como titular fazendo uma dupla de meio-campistas históricas com Didi.
