segunda, 2 de março de 2026

Motorista de aplicativo vive 14 horas de terror sob mira de metralhadora em Rio Preto

Um motorista de aplicativo, de 20 anos, foi vítima de um sequestro relâmpago que durou mais de 14 horas em São José do Rio Preto. O crime, que teve início às 3h da madrugada de sábado (28/2), envolveu duas mulheres armadas, ameaças constantes e o uso de drogas dentro do veículo, um Chevrolet Prisma alugado.

A Emboscada e o Cárcere Privado

O jovem aceitou uma corrida na UPA Jaguaré, onde foi abordado por uma mulher trans que ofereceu R$ 20 por fora da plataforma. Durante o trajeto, ao parar para abrir o porta-malas, o motorista foi rendido pela suspeita armada com um revólver. Sob domínio da criminosa, que consumia crack enquanto dirigia, ele foi mantido refém por toda a cidade.

No bairro João Paulo II, uma segunda mulher armada embarcou no veículo. A vítima relatou ter visto uma metralhadora dobrável escondida sob o banco. Durante as horas de tensão, o jovem foi forçado a alternar entre o banco do passageiro e a direção, permanecendo sem alimentação e sob constantes ameaças de morte

O Bloqueio do Veículo e o Resgate

A situação tomou um novo rumo quando o pai da vítima, preocupado com o celular descarregado do filho, solicitou à locadora o bloqueio remoto do carro. O sistema paralisou o veículo, fazendo as criminosas acreditarem em falta de combustível. Elas obrigaram o rapaz a ir até um posto, onde ele chegou a ser abordado por um mecânico da frota que monitorava o sinal de GPS.

Mesmo conseguindo falar rapidamente com o pai por um telefone emprestado pelo mecânico, o jovem, temendo por sua vida, afirmou que estava tudo bem. Com o sistema desbloqueado novamente, o grupo continuou circulando até que o motorista convenceu as suspeitas a libertá-lo nas proximidades do Calçadão, sendo abandonado sem seus pertences.

Prejuízos e Investigação Policial

Após a libertação, a vítima seguiu a pé até a casa de familiares. O veículo foi localizado horas depois no bairro João Paulo II, totalmente depenado e com diversas peças retiradas. Além dos danos ao automóvel, as criminosas roubaram o celular do motorista, documentos pessoais, uma cadeira e a quantia de R$ 500 em dinheiro.

A Polícia Civil já possui a descrição das suspeitas: uma mulher trans, alta e morena, usando peruca e vestido azul; e uma comparsa loira com as laterais do cabelo raspadas. O caso foi registrado como roubo e sequestro relâmpago, e as autoridades buscam agora identificar as autoras e localizar o armamento pesado descrito pelo jovem.

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