Um motorista de aplicativo, de 20 anos, foi vítima de um sequestro relâmpago que durou mais de 14 horas em São José do Rio Preto. O crime, que teve início às 3h da madrugada de sábado (28/2), envolveu duas mulheres armadas, ameaças constantes e o uso de drogas dentro do veículo, um Chevrolet Prisma alugado.
A Emboscada e o Cárcere Privado
O jovem aceitou uma corrida na UPA Jaguaré, onde foi abordado por uma mulher trans que ofereceu R$ 20 por fora da plataforma. Durante o trajeto, ao parar para abrir o porta-malas, o motorista foi rendido pela suspeita armada com um revólver. Sob domínio da criminosa, que consumia crack enquanto dirigia, ele foi mantido refém por toda a cidade.
No bairro João Paulo II, uma segunda mulher armada embarcou no veículo. A vítima relatou ter visto uma metralhadora dobrável escondida sob o banco. Durante as horas de tensão, o jovem foi forçado a alternar entre o banco do passageiro e a direção, permanecendo sem alimentação e sob constantes ameaças de morte
O Bloqueio do Veículo e o Resgate
A situação tomou um novo rumo quando o pai da vítima, preocupado com o celular descarregado do filho, solicitou à locadora o bloqueio remoto do carro. O sistema paralisou o veículo, fazendo as criminosas acreditarem em falta de combustível. Elas obrigaram o rapaz a ir até um posto, onde ele chegou a ser abordado por um mecânico da frota que monitorava o sinal de GPS.
Mesmo conseguindo falar rapidamente com o pai por um telefone emprestado pelo mecânico, o jovem, temendo por sua vida, afirmou que estava tudo bem. Com o sistema desbloqueado novamente, o grupo continuou circulando até que o motorista convenceu as suspeitas a libertá-lo nas proximidades do Calçadão, sendo abandonado sem seus pertences.
Prejuízos e Investigação Policial
Após a libertação, a vítima seguiu a pé até a casa de familiares. O veículo foi localizado horas depois no bairro João Paulo II, totalmente depenado e com diversas peças retiradas. Além dos danos ao automóvel, as criminosas roubaram o celular do motorista, documentos pessoais, uma cadeira e a quantia de R$ 500 em dinheiro.
A Polícia Civil já possui a descrição das suspeitas: uma mulher trans, alta e morena, usando peruca e vestido azul; e uma comparsa loira com as laterais do cabelo raspadas. O caso foi registrado como roubo e sequestro relâmpago, e as autoridades buscam agora identificar as autoras e localizar o armamento pesado descrito pelo jovem.
