O Ministério Público de Fernandópolis solicitou ao vereador Rogério Chamel que envie cópias dos documentos e da denúncia de indícios de superfaturamento na Merenda Escolar protocolado na Câmara Municipal de Fernandópolis com pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI.
O autor do pedido foi o promotor de Justiça, Daniel Azadinho, que possivelmente quer analisar a denúncia e a partir daí poderá investigar o caso com pedido de abertura de inquérito policial. Foi para o mesmo promotor que a prefeita Ana Bim protocolou documento pedindo que as contas da Merenda Escolar fossem investigadas.
Uma sessão extraordinária será realizada no início da noite desta quinta-feira para aprovação de projeto de resolução que regulamenta a constituição e instauração das Comissões Parlamentares de Inquérito. Após o ato, a CPI será instalada e seus membros nomeados pelo presidente do Legislativo, André Pessuto na sexta-feira
O autor da denúncia encontrou indícios de superfaturamento nos produtos adquiridos pela Prefeitura de Fernandópolis para confecção da merenda escolar. O possível superfaturamento indica a existência de preços elevados acima dos praticados no mercado. Os valores de alguns itens flutuam entre 39% e 185%.
Um dos casos mais grave estaria na compra de pacotes de biscoito “Pit Stop” da marca Marilan 162 gramas. Só neste item foi identificado superfaturamento de 185,71%. O produto é vendido no varejo a R$ 2,66 e a Prefeitura paga pelo mesmo o valor de R$ 7,60 por unidade. Entre as poucas notas e empenhos analisados a diferença de preços ultrapassa a marca de 1,5 milhões.
