terça, 10 de março de 2026

Não há meia lealdade, diz Alckmin sobre Lula

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) afirmou ontem que será leal ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Absoluta. Não há meia lealdade”, disse em entrevista para uma…

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) afirmou ontem que será leal ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Absoluta. Não há meia lealdade”, disse em entrevista para uma emissora de TV. “Aliás, eu tenho até uma afinidade. Eu gosto do jeito mais informal do Lula.”

Alckmin, no entanto, enfrenta resistências em alas do PT. Petistas citam o impeachment sofrido por Dilma Rousseff, em 2016, tema resgatado na campanha. Michel Temer (MDB), vice que ocupou o Planalto após a queda da petista, foi chamado de golpista por Lula durante um debate.

Ao falar sobre seu papel no governo, Alckmin afirmou que “quem tem de estar na ribalta é o titular” e que, “sempre que você tem missão difícil, se você puder fazer em dupla, é melhor”. Durante a campanha e após o resultado da eleição, Lula deu sinais de que não terá um vice “decorativo” – a começar pelo comando do grupo de transição, que ficou a cargo do ex-governador.

Composição

Alckmin defendeu protagonismo do PT na montagem dos ministérios, mas ponderou que, para governar, é preciso compor alianças. “Claro que o PT terá participação relevante. De outro lado, terá de ter partidos para participar; o governo vai ser plural”, afirmou.

O ex-governador defendeu que o Ministério da Defesa seja comandado por um civil e disse acreditar no “profissionalismo” das Forças Armadas. A troca de comando das Forças pode acontecer ainda neste mês, antes da posse de Lula. “Não vai ter problema”, afirmou o vice-presidente eleito.

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