Ver Neymar se levantando timidamente para receber a Bola de Ouro da Fifa enquanto é aplaudido por Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e outras estrelas do futebol mundial ainda é um delírio. Já está mais do que provado que, atualmente, só por milagre um jogador será eleito o melhor do mundo jogando fora da Europa.
Por outro lado, a presença do atacante santista na lista dos 23 finalistas do prêmio pela segunda vez consecutiva mostra que ele pode sonhar, ao menos, em chegar mais perto da consagração. Em 2011, Neymar terminou a disputa em décimo lugar, um feito extraordinário para um menino de apenas 19 anos, que já tinha conseguido ser protagonista nas conquistas do Paulistão e da Libertadores.
Este ano, o Peixe não faturou o principal título de clubes do continente sul-americano. Por outro lado, ele brilhou muito mais e teve faro de gol mais apurado do que nunca pelo Santos e pela seleção. Aliás, a camisa amarela pode ser o impulso para Neymar conseguir uma posição melhor do que a de 2011 na eleição que aponta o melhor do planeta da bola.
Se praticamente deixou de jogar dois terços do Brasileirão, ganhou mais visibilidade internacional com a seleção. Desde que o nacional começou, em maio, Neymar fez só 13 jogos pelo Peixe e marcou nove gols. No mesmo período, fez 16 partidas pela seleção e balançou as redes 15 vezes.
Ou seja, o mal que as convocações fizeram para o Santos — que ficou fora da briga pelo título brasileiro sem seu craque — pode ser um grande bem para Neymar. “Cada vez mais, ele está aparecendo bem no mundo todo. Está mais conhecido na Europa pelos capitães e técnicos das outras seleções (que votam na eleição)”, analisou Arnaud Pierre Courtadon, correspondente da revista “France Football”, também responsável pelo prêmio, no Brasil.
Em 29 de novembro, no Anhembi, em São Paulo, serão conhecidos os três finalistas. Em 7 de janeiro, na Suíça, será revelado o grande vencedor.
