O Barão de Münchhausen foi um militar alemão, famoso pelas suas histórias fantásticas e bastante exageradas.
Era um personagem que se equilibrava entre a realidade e a fantasia em seu mundo próprio, onde enfrentava os mais diversos perigos, perpetrava fugas impossíveis e testemunhava fatos extraordinários e fazia viagens fantásticas, tudo isso sem jamais perder a fleuma. A mais famosa de suas aventuras relata a fuga de um pântano no qual ele estava afundando e de onde conseguiu escapar ao puxar os seus próprios cabelos. Como se pode ver, era realmente fantástico.
Passados mais de dois séculos, o Barão ressurgiu aqui em Fernandópolis travestido de candidato a prefeito e tem vivido, durante a campanha, e principalmente nestes últimos dias, suas aventuras “munchhausenianas”, se é que essa palavra existe.
Isso porque vem propalando aos quatro cantos sua tentativa de ser vitimizado, quando todo mundo está cansado de saber quem é o verdadeiro vilão dessa história.
O voto do relator no julgamento de seu recurso no Tribunal Regional Eleitoral não deixou nenhuma dúvida quanto às “trapalhadas” dele e de sua trupe, cometidas no afã de lançar uma candidatura natimorta, a despeito da negativa do diretório municipal e incentivado por dirigentes partidários acostumados a vender até a alma, quanto mais suas legendas.
Enquanto isso se arrasta, infelizmente somos obrigados a conviver com as mentiras que vão se acumulando, aqui e acolá, sem contar que é público e notório ser ele o maior “abastecedor” de fofocas e intrigas dos nossos bastidores políticos.
Pior ainda. Mesmo sabendo que “nunca precisamos mais do que a verdade”, o nosso Barão acredita nas suas próprias mentiras e é tão profícuo e incisivo na propagação que acaba acreditando nelas, e ainda deixando em dúvida aqueles que não o conhecem. Suas parábolas fazem valer aquela máxima da propaganda nazista: repetir uma mentira à exaustão até transformá-la em verdade.
Cá com os meus botões, eu fico aqui pensando: já imaginaram se o nosso Barão tivesse ao seu redor um aparato que lhe desse suporte político e financeiro em suas campanhas, o risco que a cidade estaria correndo? Menos mal que o povo de Fernandópolis ainda tenha um mínimo de juízo e repila esse tipo de aventura e de aventureiro.
O único consolo é que, pese a tentativa do Barão, mentiras repetidas mil vezes não se transformam em verdades para quem se mantém lúcido. Fica a dica!
