domingo, 1 de março de 2026

Operação do Gaeco de Rio Preto desarticula quadrilha que vendia falsos planos de saúde

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São José do Rio Preto deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação para interromper as atividades de uma organização criminosa especializada na venda de falsos seguros de saúde. Com o apoio da Polícia Militar, os agentes cumpriram mandados de busca e de prisão nas cidades de São Gonçalo e Niterói, no Rio de Janeiro, visando capturar os responsáveis por um esquema que utilizava indevidamente o nome de uma empresa renomada do interior de São Paulo para atrair vítimas em todo o território nacional.

As investigações revelaram que o grupo operava de forma estruturada, tendo aberto três empresas de fachada em diferentes estados: uma em Rio Preto, outra em São Gonçalo e a terceira em Vitória, no Espírito Santo. Entre os anos de 2024 e 2025, os golpistas ofereceram planos de saúde individuais e coletivos, exigindo dos clientes o pagamento de taxas de adesão e mensalidades regulares. Para dar uma aparência de legitimidade ao serviço, os criminosos chegavam a enviar “carteirinhas” personalizadas, convencendo os consumidores de que estavam devidamente protegidos por um seguro legítimo.

A fraude só era descoberta no momento mais crítico: quando as vítimas precisavam de atendimento médico, exames ou internações. Ao tentarem utilizar o benefício nos hospitais e clínicas, os cidadãos eram informados de que não havia nenhuma cobertura ou vínculo real com a seguradora mencionada. Embora o número total de pessoas prejudicadas ainda seja desconhecido, o Gaeco acredita que a rede de vítimas se espalhe por diversas regiões do país devido à facilidade de comercialização desses serviços pela internet e telefone.

Os detidos durante a operação foram encaminhados para prestar depoimento e devem responder por crimes como estelionato e organização criminosa. A polícia agora foca na análise dos documentos e materiais apreendidos nas sedes das empresas de fachada para identificar outros envolvidos e mapear o montante financeiro movimentado pelo esquema. As autoridades alertam os consumidores para que sempre verifiquem a situação de operadoras de saúde junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) antes de realizar qualquer pagamento ou assinatura de contrato.

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