segunda, 2 de março de 2026

Polícia Civil do DF desarticula esquema sofisticado de fraude de emplacamento com prisões em Fernandópolis

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou hoje a Operação Código Fantasma para desmantelar uma organização criminosa altamente especializada em fraudar emplacamentos de veículos. A investigação foi iniciada após o Detran/DF detectar frequentes irregularidades envolvendo veículos pesados em seu sistema.

Esquema Clandestino de Registros

O grupo utilizava táticas sofisticadas, como análise de rastros digitais e serviços de anonimização (VPNs), para invadir aparelhos eletrônicos e obter credenciais falsas, garantindo acesso clandestino ao sistema do Detran. Com esse acesso, os criminosos criavam “registros fantasmas” de veículos, utilizando documentos falsificados ou, em alguns casos, inexistentes.

Essa ação permitia que veículos fossem registrados sem o pagamento de taxas ou a realização das vistorias obrigatórias. Para dificultar o rastreamento, os criminosos transferiam os veículos registrados fraudulentamente para outros estados.

Para simular a legalidade das transações, a organização usava empresas de fachada e revendas de automóveis. Parte do dinheiro obtido com a fraude foi convertida em criptomoedas, configurando o crime de lavagem de dinheiro e elevando a complexidade da investigação financeira.

Prisões e Apreensões

A Operação Código Fantasma culminou na localização e prisão de três suspeitos em uma residência de alto padrão na cidade de Fernandópolis (SP). Segundo a Polícia Civil, os investigados são moradores do interior de São Paulo e possuem vínculos familiares entre si.

Na ação, a polícia apreendeu carros de luxo e diversos equipamentos eletrônicos, que serão periciados para coleta de provas digitais. As contas bancárias dos suspeitos também foram bloqueadas pela Justiça.

Os envolvidos responderão pelos crimes de invasão de dispositivo eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 17 anos de prisão, além de multa.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), com apoio técnico do Detran/DF. A Polícia Civil continua o trabalho para identificar outros suspeitos, mapear a totalidade das fraudes e aprofundar a análise dos ativos digitais e equipamentos apreendidos.

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