Uma mulher de 36 anos registrou um boletim de ocorrência em São José do Rio Preto para denunciar uma ameaça sofrida por sua filha, de apenas 8 anos. A vítima, que é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH, teria sido alvo de intimidações dentro de uma organização social no Jardim Itapema, onde participa de atividades regulares.
O conflito teria começado na última quarta-feira (25/2), após um desentendimento entre a menina e outra aluna da instituição. Segundo o relato à polícia, a responsável pela outra criança foi até o local e ameaçou agredir a vítima. Além das ameaças diretas, a mulher teria estimulado a própria filha a atacar a criança com deficiência.
A mãe da vítima ressaltou que a menina faz acompanhamento contínuo de saúde mental e utiliza três medicamentos controlados, incluindo ansiolíticos. Após o episódio, a criança passou a apresentar sinais graves de sofrimento psicológico e alterações no sono. A família atribui a regressão no quadro clínico diretamente ao trauma sofrido na entidade.
Ao procurar a direção da organização no dia seguinte, a denunciante afirmou ter recebido uma resposta insatisfatória. Funcionários teriam relatado que, devido a limitações de segurança no espaço, a única providência adotada foi a intervenção momentânea para conter a agressora no ato da discussão, sem medidas administrativas posteriores.
A Polícia Civil de Rio Preto confirmou que o caso será formalmente apurado para investigar as circunstâncias das ameaças e as possíveis responsabilidades dos envolvidos. O registro busca garantir a proteção da menor, especialmente considerando sua condição de vulnerabilidade e os direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
