A Polícia Civil de São José do Rio Preto dará início a um inquérito para apurar uma denúncia de “perigo para a vida ou saúde” na rede pública municipal. A queixa foi registrada na tarde deste sábado (14) pela presidente do Sindicato dos Médicos da cidade, Merabe Muniz, que procurou a Central de Flagrantes para relatar a situação crítica de pacientes que permanecem por períodos prolongados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte.
Segundo a representante da categoria, a unidade sofre com a falta de leitos hospitalares para transferência, o que obriga pacientes a ficarem internados em um local destinado apenas a atendimentos rápidos. Em uma visita recente à unidade, a médica afirmou ter encontrado casos alarmantes, como o de um paciente que estaria na UPA há 60 dias à espera de uma vaga em assistência social, além de outras pessoas recebendo tratamentos complexos sem a monitoração adequada exigida para esses casos.
A denúncia também aponta que o setor de urgência e emergência da unidade está operando muito além de sua capacidade técnica. O relato indica que o espaço, projetado para cinco leitos de observação, estava atendendo oito pessoas simultaneamente. Outro ponto crítico mencionado é o uso indevido do leito de emergência, que deveria ficar livre para casos de parada cardiorrespiratória, mas estaria sendo ocupado devido à falta de vagas gerais.
Para o sindicato, o cenário coloca em risco tanto a recuperação dos pacientes quanto a saúde dos profissionais, que enfrentam uma sobrecarga constante de trabalho. Questionada sobre as graves acusações e a abertura da investigação, a Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria de Saúde, informou que não irá comentar o assunto no momento. O caso segue agora para análise das autoridades policiais, que devem ouvir os responsáveis e avaliar as condições da unidade.
