segunda, 9 de março de 2026

Polícia faz segunda reconstituição da morte de estudante trans em Ilha Solteira

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (27) a segunda reconstituição da morte da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, que está desaparecida desde o dia 12 de junho em Ilha Solteira. A reconstituição está sendo feita no sítio do namorado da vítima, Marcos Yuri Amorim, local apontado como o cenário do crime, e é baseada na versão de sua confissão à polícia.

Versões Contraditórias e Novas Pistas

O delegado responsável pelo caso, Miguel Rocha, informou que o objetivo é confrontar a versão de Marcos Yuri com a do outro suspeito, o policial militar ambiental Roberto Carlos Oliveira. Embora Marcos Yuri tenha confessado que Carmen foi morta em seu sítio, ele atribuiu a autoria do crime ao policial. Já na versão de Roberto, o responsável pelo assassinato seria o namorado da vítima.

A polícia está analisando três locais no sítio de Marcos Yuri, incluindo as margens do Rio São José dos Dourados, onde uma pá e uma enxada foram encontradas, que podem ter sido usadas no crime. A investigação aguarda ainda os laudos de outros itens apreendidos, como ossos queimados, um celular quebrado e uma lona, que podem ser da vítima e confirmar as versões dos suspeitos. O caso, inicialmente investigado como desaparecimento, foi reclassificado como feminicídio. O corpo de Carmen ainda não foi localizado.

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