quarta, 11 de março de 2026

Presença de “garotas do job” em rodovias de Votuporanga levanta debate sobre a legalidade da prostituição

Foto: A Cidade

É comum a presença de mulheres que oferecem serviços sexuais, conhecidas popularmente como garotas de programa ou, mais recentemente, como “garotas do job”, nas margens das estradas de Votuporanga (SP).

A movimentação é mais evidente na Rodovia Péricles Belini (SP-461), que liga Votuporanga a Nhandeara, especialmente próximo à entrada da cidade e nas redondezas de alguns motéis. O movimento também é registrado na Avenida Hernani de Mattos Nabuco, antes do acesso à rodovia.

A reportagem apurou que os valores dos programas geralmente iniciam em R$ 80, com os encontros acontecendo em motéis próximos à rodovia.

Legalidade e Eufemismos

No Brasil, a prostituição em si não é considerada crime. O Código Penal não pune a oferta voluntária de serviços sexuais entre adultos.

A lei brasileira criminaliza a exploração sexual, que envolve situações onde terceiros obtêm lucro com o trabalho sexual de outra pessoa, como a cafetinagem (favorecimento da prostituição), o tráfico de pessoas ou a exploração de menores de idade.

Dessa forma, as mulheres que atuam por conta própria nas rodovias de Votuporanga não estão infringindo a lei, exercendo uma atividade que é legalmente permitida desde que praticada de forma autônoma e sem exploração.

O termo “garota do job” (do inglês job, que significa “trabalho” ou “emprego”) surgiu como um eufemismo — uma forma mais discreta ou moderna de se referir à atividade profissional em ambientes online e redes sociais, onde há maior estigma ou censura sobre a palavra “prostituição”.

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