A Confederação Brasileira de Taekwondo anunciou na quarta-feira (22), em sua sede na Barra da Tijuca (RJ), que o ex-campeão dos médios (84kg) do UFC, Anderson Silva irá disputar uma vaga para os Jogos Olímpicos de 2016.
Anderson Silva e o presidente da CBTKD, Carlos Fernandes comandaram uma coletiva de imprensa para contar a novidade e o lutador do UFC irá disputar uma vaga na categoria dos pesados (+80kg).
O presidente da entidade garantiu que ‘Spider’ não terá privilégios e terá que bater de frente com os grandes nomes do taekwondo nacional. “A chapa vai esquentar e meu interesse é que vá o melhor atleta. É impossível o Anderson disputar as olimpíadas sem passar pela seletiva, até porque ele também não aceitaria, pois sempre mostrou seu valor dentro dos ringues. Nossa ideia é fazer a chapa esquentar nos ringues e que vençam os melhores”, disse Carlos, em coletiva.
Faixa-preta da arte marcial, Anderson começou a praticar taekwondo aos sete anos de idade e parou de treinar a modalidade especificamente aos 17, quando deu mais ênfase ao muay thai e ao MMA. O paulista acredita que o fato de ter 40 anos não irá pesar na disputa com atletas mais jovens.
“A idade não irá pesar, mas a condição psicológica e atlética. Eu irei treinar e são competições completamente diferentes, as regras são bem diferentes. Estou tentando devolver para o esporte o que ele me deu, já que eu comecei no taekwodo e ele mudou minha história. Acredito que tenho uma boa chance de ir para as olimpíadas e irei treinar duro para isso”, disse Anderson.
Apesar do apoio do presidente da CBTKD, muitos atletas consideraram a ideia de Anderson participar das seletivas uma jogada de marketing. Foi o caso do Número 18 do ranking mundial da categoria +80kg do taekwondo, Guilherme Felix, que declarou através de uma rede social que considerava a inclusão de Anderson nas seletivas uma piada e que o lutador do UFC teria que se esforçar para não passar vergonha.
Anderson minimizou os comentários de seu rival direto na briga pela vaga na competição. “É normal que aconteça (essa disputa), não no meu mundo perfeito, mas tenho que entender que alguns atletas estão descontentes. Com o tempo meus companheiros vão perceber que eu quero ajudá-los e ao esporte que me projetou. Estou disposto a passar vergonha, não tenho nada a perder”, disse Anderson.
Presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo, Carlos Fernandes não escondeu de ninguém que o desejo de Spider caiu como uma luva para dar visibilidade ao esporte.
“O desejo do Anderson foi como se tivéssemos ganhado na loteria, foi como ganhar na mega-sena, por questões de marketing e visibilidade. Vai ser bom para a gente ter um atleta como o Anderson que chega para somar e não para dividir. A gente sabe como fazer marketing é caro. Todo mundo tem a ganhar em termos de marketing e para o esporte como um todo”, concluiu.
