segunda, 9 de março de 2026

Presidente do SPFC critica “despreparo total” de times paulistas

Uma medida para incentivar a formação de jogadores travou em reunião na sede da Federação Paulista de Futebol, na manhã desta segunda-feira. A ideia era de que os times fossem…

Uma medida para incentivar a formação de jogadores travou em reunião na sede da Federação Paulista de Futebol, na manhã desta segunda-feira. A ideia era de que os times fossem obrigados a inscrever pelo menos cinco jogadores da base para o próximo campeonato estadual.

A proposta quase foi aprovada, mas esbarrou em um dos 20 clubes da Série A do Estadual, o Bragantino. Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, criticou o despreparo das equipes paulistas.

“Seria aprovado. Todos gostaram da ideia e seria um jeito de promover a base de cada um. Acontece que o Marcos Chedid [presidente do Bragantino] foi contra. E o argumento dele é fantástico: ele não tem base. Fica difícil fazer futebol desse jeito. Complicado. Esse é o futebol paulista, um despreparo total. Eu levei todos os números para justificar o meu pedido, tudo bem organizado. Os clubes nem sabiam quantos jogadores tinham usado na última temporada, eu sabia”, afirmou Aidar.

“Eu queria que os atletas da minha base, já registrados, pudessem ser colocados no time principal, mesmo que fosse na final. Para prestigiar o que você tem em casa. Era para promover a base que eu queria isso, nada além disso”, completou.

Em contato com a reportagem, Chedid explicou que é difícil saber quem é a base de um clube e isso atrapalharia o campeonato.

“De repente, um clube vem e traz um jogador de 19 anos e diz que é da base dele. Isso deixaria tudo muito confuso. Ficaria estranho. Ninguém sabe quem é a base de quem”, defendeu o presidente do Bragantino.

Segundo outros dirigentes que estavam na reunião, a FPF deu o prazo de um ano para que o Bragantino formule a base e se prepare para a edição de 2016, quando poderia ser implementada a proposta rejeitada nesta segunda-feira.

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