segunda, 9 de março de 2026

Preso na Operação Hígia entrega dossiê sobre fraudes na Sta Casa

Um dos presos na Operação Hígia, que investiga crimes de peculato, fraude em licitações, falsidade ideológica, homicídio doloso, aborto e organização criminosa, cometidos na Santa Casa de Fernandópolis, resolveu contar…

Um dos presos na Operação Hígia, que investiga crimes de peculato, fraude em licitações, falsidade ideológica, homicídio doloso, aborto e organização criminosa, cometidos na Santa Casa de Fernandópolis, resolveu contar tudo que sabe e entrega um dossiê que pode ajudar a Polícia a desvendar novos crimes cometidos na instituição.

O nome do “colaborador” será mantido em sigilo, mas está entre os 12 presos na última segunda-feira, dia 17, em uma operação da Polícia Civil de Fernandópolis com apoio de policiais de Votuporanga, Jales, Andradina e São Paulo.

Além dos presos, outros membros do Conselho Administrativo e Fiscal, que foram dissolvidos pela Justiça, também seguem com restrições e estão proibidos frequentar o hospital – salvo se precisar de atendimento médico -, manter contato com os envolvidos no inquérito e deixar o município sem autorização judicial.

Um deles, que pretendia fazer uma viagem a Europa, teve pedido negado pela Justiça de Fernandópolis e vai ter que permanecer na cidade até que o caso se esclareça. A Justiça também sequestrou bens dos envolvidos e no final do processo, caso sejam considerados culpados, os valores serão usados para restituir a entidade.

Três dos 12 envolvidos foram liberados pela Justiça de Fernandópolis após ser ouvidos. A Polícia segue tomando os depoimentos dos demais ainda esta semana e deve pedir a prisão preventiva de alguns.

Essa seria a primeira fase de um dos inquéritos em andamento na Delegacia Seccional de Fernandópolis sob o comando do delegado Ailton Canato. Diversas denúncias contra outros membros da Santa Casa ou pessoas que passaram por lá, ainda está em andamento e novas diligências podem ocorrem nas próximas semanas.

As investigações partiram após denuncia feita formalmente pelo vereador Murílio Jacob Filho com base na possível venda irregular de lotes que pertenciam à instituição. As denúncias recaem no período administrativo dos ex-provedores Diomar Pedro Durval, Geraldo de Carvalho, Sandra de Godoy e OSS de Andradina.

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