terça, 10 de março de 2026

Procurador do STJD entra com recurso pedindo pena maior ao Grêmio

O procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Paulo Schmitt, não ficou satisfeito com a decisão da 3ª Comissão Disciplinar, na semana passada, que excluiu o Grêmio da Copa…

O procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Paulo Schmitt, não ficou satisfeito com a decisão da 3ª Comissão Disciplinar, na semana passada, que excluiu o Grêmio da Copa do Brasil e resultou em multa de R$ 54 mil aos seus cofres.

Ele entrou com recurso pedindo para que o clube também seja punido no “episódio Aranha” com a perda de mandos de campo e aumento do valor a ser pago.

Schmitt se apoia no artigo 243-G do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que prevê suspensão de cinco a dez partidas e ainda multa de até R$ 100 mil.

“Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”, diz o texto.

Em caso de condenação, o Grêmio teria de cumprir a perda de mandos somente na Copa do Brasil, não afetando, assim, a sua campanha no Brasileiro.

“O recurso foi interposto para aplicação da perda de mando prevista e aumento da pena de multa”, afirma Paulo Schmitt ao ESPN.com.br.

A decisão do assunto acontecerá na próxima sexta-feira, 19, no Pleno do STJD. O órgão é composto por nove auditores, dentre eles, o gaúcho Décio Neuhaus.

Enquanto o departamento jurídico tricolor trabalha em sua defesa para tentar reduzir a pena e reverter a sua eliminação da Copa do Brasil, um advogado e sócio do clube, Daniel Gomes Perreira, recorreu nesta quarta-feira à Justiça Comum solicitando o cancelamento do confronto entre Santos e Botafogo, confirmado pela CBF para as quartas de final da competição.

O juiz Silvio Tadeu de Avila, da 16ª Vara Cível de Porto Alegre, no entanto, indeferiu o pedido e julgou extinto o processo sob o argumento de que o torcedor não conta com legitimidade para atuar em nome do time.

Desde o episódio protagonizado por parte de sua torcida na partida contra o Santos, pelas oitavas de final, com gritos de “macaco” para o goleiro Aranha, a diretoria tem manifestado a sua preocupação com o estigma de racista ligado ao clube e a agressão a seus torcedores. Eles sofreram ofensas no último fim de semana, na visita ao Flamengo, no Maracanã.

Parte da insatisfação dos tricolores com a exclusão do clube se deve também à presença em seu julgamento em primeira instância do auditor Ricardo Graiche, acusado de supostas postagens preconceituosas em redes sociais.

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