Já não bastasse o impasse para prorrogação do contrato com as funerárias depois que a assessoria “esqueceu” de fazer a licitação, o advogado e procurador jurídico do município, Marlon Matioli Santana colocou mais lenha na fogueira e afirmou que a prefeita quer mais uma funerária atuando no município.
Em alto e bom tom ele criticou a atitude do vereador Maurilio Saves em fazer polêmica com o assunto da prorrogação e disse que a nova concessão passará a autorizar o funcionamento de cinco empresas no município. Ele disse que usaria a metodologia do IBGE de que deve haver uma funerária para cada 12 mil pessoas no município e com isso justificará a regulamentação de mais uma empresa que dividirá a fatia do mercado funerário em Fernandópolis.
Com as declarações de Marlon Santana, o município volta a viver a época de assuntos polêmicos envolvendo empresas neste ramo como aconteceu na gestão de ex-prefeito Milton Edgard Leão que hoje também está empregado na prefeitura e segue as regras da ex-vereador Ana Bim.
Santana pretende “peitar” quem se opor contra a nova licitação já que falou com segurança para uma pequena plateia de jornalistas e vereadores que estavam em frente à Câmara Municipal no final da tarde desta terça-feira. As palavras de “dono da verdade” devem ser endossadas pela prefeita Ana Bim já que tanto Marlon, como o secretário Edson “Cueca” Damasceno, controlam os demais secretários e empoem regras e ordens que acabam indo de encontro aos próprios interesses políticos da prefeita.
Os dois são propulsores de algumas desavenças entre os próprios secretários e assessores e vão para cima de quem se opõem aos interesses da administração, discutindo com aliados políticos que ajudou na campanha da prefeita. Cueca é responsável por firmar compromissos políticos e descumprir acordos feitos durante as eleições municipais de 2012.
Marlon confessou que se lembrou do encerramento do contrato com as funerárias no inicio do ano passado, mas acabou se esquecendo do assunto. A incompetência e falta de planejamento da administração cria mais um transtorno, jugando a responsabilidade na Câmara de vereadores e ainda culpando o Departamento de Compras que deveria ter obrigação de rever contratos e concessões.
