O setor da fruticultura no Noroeste Paulista vive um momento de contrastes neste início de 2026. Embora os pomares tenham apresentado um avanço significativo na produtividade, a rentabilidade dos produtores está sendo pressionada pelos baixos preços de venda no mercado. Culturas tradicionais da região, como o limão e a uva, enfrentam dificuldades para alcançar patamares de preço que acompanhem os custos de produção, gerando um cenário de cautela para o agronegócio local.
De acordo com produtores da região de São José do Rio Preto, o clima irregular observado ao longo do último ano foi um dos principais fatores para a oscilação dos ganhos. Apesar de as plantas terem entregado um volume de frutas considerado regular e, em alguns casos, superior ao esperado, o valor pago ao produtor não acompanhou esse ritmo. Esse desequilíbrio faz com que, mesmo produzindo mais, o agricultor tenha uma sobra financeira menor ao final da safra, já que insumos e mão de obra continuam com custos elevados.
Além dos desafios internos, o setor de frutas também monitora com atenção o cenário internacional. Recentemente, questões ligadas a tarifas de exportação e barreiras em mercados importantes, como o norte-americano, têm influenciado o escoamento da produção nacional. Quando as exportações enfrentam dificuldades, uma quantidade maior de frutas acaba ficando no mercado interno, o que aumenta a oferta e, consequentemente, força a queda dos preços nas prateleiras e no campo.
Para os próximos meses, a expectativa dos fruticultores do Noroeste Paulista é de que o mercado encontre um ponto de equilíbrio. Especialistas do setor sugerem que o foco do produtor deve continuar na gestão eficiente dos custos e na busca por qualidade, visando conquistar nichos de mercado que paguem melhor pelo produto. Enquanto isso, o agronegócio regional segue demonstrando resiliência, contando com a alta produtividade para compensar os desafios impostos pela economia e pelo clima.
