domingo, 8 de março de 2026

“Quer que 15 milhões me matem?”, diz Barcos

Barcos foi o personagem da polêmica do fim de semana. Após fazer um gol de mão, anulado por causa de uma suposta interferência externa, o atacante ainda não havia se…

Barcos foi o personagem da polêmica do fim de semana. Após fazer um gol de mão, anulado por causa de uma suposta interferência externa, o atacante ainda não havia se pronunciado a respeito do assunto.

Ontem, na Academia de Futebol, o argentino não negou o óbvio, mas acrescentou mais um tempero à confusão: “Claro, fiz o gol com a mão. Mas só fiz isso porque sofri pênalti”, afirmou. Ele ainda foi além, ao dizer que não avisaria a arbitragem, como fez o alemão Klose (veja abaixo), se tivesse levado a mão à bola de propósito.

“Quer que 15 milhões de palmeirenses me matem?”, perguntou o jogador. “Toda hora anulam gols legítimos, imagine se eu iria deixar de levar vantagem”, acrescentou, sincero.

Segundo Barcos, o zagueiro Índio, do Inter, o puxou na jogada. Indagado se colocou a mão na bola voluntariamente, ele negou. “Até porque, se eu fosse colocar a mão na bola, não o faria de costas, mas, sim, de frente”, argumentou.

Barcos afirmou não entender quem considera imoral a tentativa do Palmeiras de impugnar a partida. E o Pirata acusou: “Eu não vou dizer que existe um esquema, mas o Palmeiras é sempre prejudicado”, afirmou. “Contra o Botafogo (no primeiro turno do Brasileirão), eu estava dois metros em posição legal e meu gol ainda acabou anulado”, lembrou-se.

Para Barcos, o juiz só mudou de ideia por pressão dos jogadores do Inter. “Na hora, ninguém viu que foi com a mão. O único que percebeu foi o goleiro (Muriel). Mas os jogadores fizeram pressão e ele voltou atrás”, disse. “Mas quem tem de decidir a jogada é o juiz.”

Barcos, ao menos, comemorou não ter levado cartão amarelo na jogada. Seria o terceiro dele. “Eu nem reclamei, porque sabia que o gol havia sido de mão. Mas o juiz não viu a jogada. Reverteu a decisão porque se sentiu pressionado. ”

Para Barcos, a permanência do Palmeiras na Série A ainda é possível. Mas não será fácil. “Eu acredito que teremos de ganhar todos os cinco jogos que faltam. Ou ao menos os três que são em casa”, previu.

Pela primeira vez desde a chegada ao clube, Barcos não confirmou se permanecerá em 2013 caso o Palmeiras seja rebaixado. “É lógico que ninguém está pensando em Série B, mas eu sou jogador da seleção (argentina). Se o Palmeiras for rebaixado e eu ficar no clube, estou praticamente fora da seleção”, disse Barcos. “Ao mesmo tempo, temos a Libertadores, que todos querem sempre jogar. Não sei, vamos ver o que a diretoria vai decidir”, afirmou, enigmático.

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