O relatório da investigação realizada pela Polícia Federal (PF), que resultou no indiciamento do presidente Michel Temer (MDB), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, aponta que ele recebeu R$ 5,9 milhões em propina do setor portuário, entre os anos de 2000 e 2014.
Deste montante, R$ 2,4 milhões foram pagos pela Rodrimar, por meio de uma empresa de fachada ligada ao coronel João Baptista Lima, outros R$ 2 milhões são oriundos da JBS, R$ 500 mil foram entregues pelo grupo Libra, e mais R$ 1 milhão pagos em espécie pelo grupo J&F, dono da JBS.
Além disso, de acordo com informações de O Globo, ele angariou doações no valor de R$ 17 milhões para o seu grupo político.
A apuração tem como base o inquérito sobre o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passado pelo presidente.
O relatório final da investigação foi entregue pela PF, nesta terça-feira (16), ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. Após receber o documento, Barroso pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para se manifestar sobre eventual denúncia contra os acusados. A filha de Temer, Maristela de Toledo Temer Lulia, também está na lista de indiciados.
Além deles, foram indiciados Rodrigo Santos da Rocha Loures (ex-deputado), Antônio Celso Grecco (sócio da Rodrimar), Ricardo Conrado Mesquita (sócio da Rodrimar), Gonçalo Borges Torrealba (Grupo Libra), João Baptista Lima Filho, Maria Rita Fratezi (mulher do coronel), Carlos Alberto Costa Filho (sócio do coronel), Carlos Alberto Costa e Almir Martins Ferreira (contador do coronel).
