segunda, 2 de março de 2026

Rio de Janeiro Inicia Distribuição da Vacina Butantan Contra a Dengue

A partir desta segunda-feira (23), os 92 municípios fluminenses começam a receber a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de…
Foto: © Instituto Butantan/Divulgação

A partir desta segunda-feira (23), os 92 municípios fluminenses começam a receber a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) será responsável pela distribuição das 33.364 doses destinadas ao estado, das quais 12.500 serão entregues à capital.

Público-Alvo e Estratégia de Vacinação

As primeiras doses, conforme diretriz do Ministério da Saúde, são direcionadas aos profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Este grupo inclui médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem, odontólogos, integrantes de equipes multiprofissionais, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, além de trabalhadores administrativos e de apoio nas unidades.

A vacina do Instituto Butantan, licenciada para indivíduos de 12 a 59 anos, será preferencialmente administrada na faixa etária de 15 a 59 anos, complementando a vacina Takeda, que é preconizada para 10 a 14 anos. Keli Magno, gerente de Imunização da SES-RJ, explica que a estratégia é escalonada e gradativa, expandindo-se para outros grupos e adolescentes de 15 anos não vacinados com o imunizante Takeda, conforme a disponibilidade de doses.

O imunizante do Butantan é de dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos da doença. Atualmente, os sorotipos 1 e 2 são os mais prevalentes no estado do Rio de Janeiro.

Alerta para o Sorotipo 3

A SES-RJ expressa preocupação com a possível reintrodução do sorotipo 3 da dengue. Ausente no estado desde 2007, sua circulação em estados vizinhos pode representar um risco de vulnerabilidade para a população fluminense que não teve contato prévio com essa variante.

Prevenção e Cenário Epidemiológico

Apesar dos indicadores de dengue se manterem em níveis baixos, a Secretaria de Saúde alerta para a necessidade de intensificar as ações preventivas pós-Carnaval. A combinação de chuvas intensas e calor excessivo cria condições ideais para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika. Adicionalmente, a movimentação de turistas de regiões com circulação viral aumenta o risco.

Panorama de Casos e Monitoramento

Até 20 de fevereiro, o Centro de Inteligência em Saúde da SES-RJ registrou 1.198 casos prováveis de dengue e 56 internações no estado, sem óbitos confirmados. Houve 41 casos prováveis de chikungunya, com 5 internações, e nenhum caso confirmado de zika. O monitoramento contínuo da dengue, a arbovirose mais comum, utiliza um indicador composto que analisa atendimentos em UPAs, solicitações de leitos e taxa de positividade, acessível em tempo real no MonitoraRJ (monitorar.saude.rj.gov.br). Todos os 92 municípios permanecem em situação de rotina.

Ações Individuais de Combate ao Mosquito

Devido à alta capacidade de reprodução do Aedes aegypti, a recomendação é dedicar dez minutos semanais para verificar e eliminar focos em residências. Isso inclui vedar caixas d'água, limpar calhas, colocar areia nos pratos de plantas e descartar água das bandejas de geladeira. O verão, com sua alternância de chuvas e calor, oferece condições ideais para a eclosão dos ovos do mosquito depositados em acúmulos de água.

Vacinação Qdenga em Andamento

Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou em 2023 o fornecimento da vacina Qdenga (Takeda). Mais de 758 mil doses deste imunizante foram aplicadas em todo o estado do Rio de Janeiro, com mais de 360 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos recebendo a primeira dose e 244 mil completando o esquema vacinal.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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