Durante uma breve discussão na câmara de Fernandópolis essa semana,sobre as verbas destinadas – e suas aplicabilidades – a Santa Casa de Fernandópolis, a vereadora Neide Garcia voltou a cobrar a contratação de neurologistas para a irmandade.
Garcia lembrou de que a entidade se comprometeu a contratar 3 especialistas em Neurologia para atender em Fernandópolis, o que não aconteceu até hoje.
“Infelizmente, hoje, nesse quesito, a Santa Casa de Fernandópolis não é uma referência” disse a vereadora, sendo prontamente interrompida pelo colega vereador Étore Baroni que defendeu a entidade e a luta da administração com as contas.
“Aquilo não é Santa Casa, vereadora, aquilo é a MÃE CASA”, disse Baroni, dessa vez sendo interrompido pelo vereador Rogério Chamel, que ainda cobra da Santa Casa informações sobre a verba de R$ 1 milhão destinada a entidade no ano passado.
“Mãe Casa?! Vereador, eu nunca vi uma mãe que abandona seus filhos doentes para serem atendidos em outras cidades onde tem ‘neuros’e outros profissionais especialistas”, finalizou Chamel.
Em noite em que se liberou (novamente por dispensa de formalidades) cerca de R$ 800 mil para a Santa Casa de Fernandópolis, a presidente do Poder Legislativo, Creuza Nossa quer explicações de como anda sendo empregado o dinheiro público na irmandade.
Nossa pede que e a diretoria da Santa Casa de Misericórdia forneça cópia do inteiro teor dos contratos, vigente e anterior, firmados para prestação de serviços de assessoria de imprensa e comunicação na irmandade, que vem se justificando estar em crise a diversas gestões.
Vereadores pretendem investigar a quantia gasta pela Santa Casa para os trabalhos de assessoria de imprensa, visto que dos diversos veículos de comunicação da cidade, nenhum recebeu qualquer informação sobre a irmandade durante a prestação de serviços de assessoria, nem ao menos sabem se existiu, o que pode caracterizar, segundo alguns vereadores, o emprego de “funcionários fantasmas”. Um fato alarmante, que se confirmado poderá desencadear uma série de investigações na Santa Casa que vão desde contratos, até verificação de funcionários.
Segundo um dos vereadores que apóia a investigação, uma instituição cronicamente deficiente em termos financeiros como a Santa Casa não pode se dar ao luxo de ter funcionários fantasmas, visto que o hospital recebe dinheiro público.
